A greve dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves da TAAG – Linhas Aéreas de Angola começou este Domingo, 11 de Outubro, com a companhia a activar um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação e assegurar a continuidade dos voos.
No primeiro dia de greve, a transportadora realizou os 37 voos programados, sem cancelamentos, e prevê manter entre 94,9% e 95,3% da operação até 15 de Outubro, com dois cancelamentos previstos por dia.
A paralisação resulta do impasse nas negociações entre a administração da companhia e o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA), que reivindica um aumento salarial acumulado de 100% até Dezembro de 2027, face à proposta de actualização de 20% apresentada pela empresa.
O pré-aviso sindical abrange quatro períodos de greve: de 11 a 15 de Outubro, de 6 a 10 de Novembro, de 5 a 10 de Dezembro e de 19 a 23 de Dezembro. A falta de entendimento prolonga, assim, a incerteza laboral na transportadora e coloca a continuidade das operações sob maior exigência de planeamento durante os períodos de paralisação.
Para minimizar os efeitos da greve, a administração da TAAG mantém activo o plano de continuidade operacional e as medidas de assistência aos passageiros que possam ser afectados por alterações à programação. Estas incluem contacto directo, reacomodação e possibilidade de reembolso, de acordo com as condições aplicáveis.
Os passageiros com viagens previstas entre 11 e 15 de Outubro e bilhetes emitidos até 10 de Outubro, inclusive, podem solicitar alterações às reservas ou reembolso até 15 de Novembro de 2026.
A companhia recomenda ainda a confirmação do estado dos voos antes da deslocação ao aeroporto, através do portal www.flytaag.com ou do Call Center.
No Domingo, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, deslocou-se ao Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto para acompanhar a implementação do plano de contingência e contactar com as equipas mobilizadas para manter a operação.
A visita contou com a presença do comandante Manuel Maria Dantas Chagas Gonçalves, administrador da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), e do comandante Iuri Guerra Neto, administrador executivo da TAAG responsável pela área de operações.
A administração assegura que a continuidade dos voos não compromete os requisitos de manutenção, aeronavegabilidade e segurança exigidos à aviação comercial. Clóvis Rosa reconheceu, no entanto, a importância dos técnicos de manutenção para o funcionamento da companhia e reiterou a disponibilidade para prosseguir o diálogo com o sindicato.
A divergência salarial reflecte o desafio de conciliar a valorização de profissionais altamente especializados com a sustentabilidade financeira da transportadora. Enquanto a TAAG defende uma solução que considera equilibrada para o conjunto dos trabalhadores, o STMA mantém uma reivindicação significativamente superior à proposta apresentada, segundo a administração da empresa.
A companhia afirma que continuará a acompanhar a operação e a procurar uma solução negociada, de modo a salvaguardar os interesses dos trabalhadores e dos passageiros, bem como os compromissos operacionais da empresa.





