Financiamento climático de Angola está avaliado 421.3 mil milhões de dólares – BNA

Cerca de 412,3 mil milhões de dólares é a estimativa de necessidade total de financiamento climático de Angola que consta na Contribuição Nacionalmente Determinada 2025 (NDC-2025), informou esta Quarta-feira, 01, o chefe de Divisão do Departamento de Regulação do Banco Nacional de Angola, Mário Camacho. Ao apresentar o painel “Visão do Sector sobre o Financiamento…
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Mário Camacho disse que os valores constam do Plano de Financiamento Sustentável de Angola submetido pelo Governo angolano às Nações Unidas, em 2025 e cerca de 89,8% deste total destina-se ao sector de energia, agricultura, saúde e recursos híbridos.
Economia

Cerca de 412,3 mil milhões de dólares é a estimativa de necessidade total de financiamento climático de Angola que consta na Contribuição Nacionalmente Determinada 2025 (NDC-2025), informou esta Quarta-feira, 01, o chefe de Divisão do Departamento de Regulação do Banco Nacional de Angola, Mário Camacho.

Ao apresentar o painel “Visão do Sector sobre o Financiamento Sustentável “, na 4.ª conferência sobre Sustentabilidade na Banca, o responsável do departamento disse que a este orçamento abrange a década de transição climática (2025-2035) para impulsionar o crescimento verde e a resiliência climática do país.

“Os valores constam do Plano de Financiamento Sustentável de Angola submetido pelo Governo angolano às Nações Unidas, em 2025 e cerca de 89,8% deste total destina-se ao sector de energia, agricultura, saúde e recursos híbridos”, ressaltou Mário,

Salientou que a maior parte destas verbas está condicionada à captação de apoio internacional e investimento privado, devido à magnitude do desafio face aos recursos internos disponíveis.

Segundo Mário, o detalhamento dos recursos na NDC foca maioritariamente em esforços de mitigação para reduzir emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). No entanto, frisou que o Governo angolano apontou cinco razões justificando por que o país precisa de um plano de financiamento sustentável.

Portanto, disse o plano justifica-se com a queda das receitas petrolíferas, que expõe a vulnerabilidade fiscal, necessidade de cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), exposição climática e territorial, dados e capacidade institucional e de financiamento internacional, entre outros.

Camacho ressaltou o compromisso do BNA com a incorporação gradual dos critérios de sustentabilidade para o sistema financeiro angolano e transmissão da importância, impacto e riscos sócio-ambientais aos operadores do mercado nacional.

 

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