Portugal consolida liderança nas importações de Cabo Verde

Portugal consolidou a sua posição como principal origem das importações de mercadorias de Cabo Verde no primeiro trimestre de 2026, fornecendo bens no valor de 12.597,3 milhões de escudos (114,2 milhões de euros), o equivalente a quase metade do total importado pelo arquipélago. O desempenho reforça a centralidade das relações económicas entre os dois países,…
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Portugal reforçou a sua posição como principal fornecedor de mercadorias de Cabo Verde no primeiro trimestre de 2026, consolidando uma quota próxima de metade das importações do arquipélago, num período marcado por uma ligeira contracção das compras ao exterior.
Economia

Portugal consolidou a sua posição como principal origem das importações de mercadorias de Cabo Verde no primeiro trimestre de 2026, fornecendo bens no valor de 12.597,3 milhões de escudos (114,2 milhões de euros), o equivalente a quase metade do total importado pelo arquipélago.

O desempenho reforça a centralidade das relações económicas entre os dois países, num período em que as importações cabo-verdianas registaram uma ligeira contracção em termos homólogos.

Dados do Banco de Cabo Verde (BCV), consultados pela Lusa, indicam que as importações provenientes de Portugal cresceram 12,1% face ao mesmo período de 2025, permitindo ao país reforçar a sua liderança entre os fornecedores externos do arquipélago.

A Zona Euro manteve igualmente um papel dominante no comércio externo cabo-verdiano, tendo fornecido mercadorias no valor de 17.270,6 milhões de escudos (156,6 milhões de euros), correspondentes a 68,1% das importações por origem geográfica. Em termos homólogos, o bloco registou um crescimento de 4,7%.

Espanha consolidou a segunda posição entre os principais países fornecedores, com as exportações para Cabo Verde avaliadas em 2.843,5 milhões de escudos (25,7 milhões de euros), um aumento de 32,6% relativamente ao primeiro trimestre do ano anterior.

As importações provenientes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) cresceram 43,1%, para 1.326,5 milhões de escudos (12 milhões de euros), impulsionadas sobretudo pelo expressivo aumento das compras ao Togo, que passaram de 476,1 milhões para 808,8 milhões de escudos (de 4,3 milhões para 7,3 milhões de euros). A evolução mostra um reforço gradual das trocas comerciais intra-regionais, ainda que a Europa continue a concentrar a maior fatia do abastecimento externo de Cabo Verde.

Em sentido inverso, as importações oriundas do Brasil diminuíram 21,5%, fixando-se em 1.202,7 milhões de escudos (10,9 milhões de euros), enquanto as compras aos Estados Unidos registaram a quebra mais acentuada entre os principais parceiros comerciais, ao recuarem 53,6%, para 211,6 milhões de escudos (1,9 milhões de euros).

No conjunto do trimestre, Cabo Verde importou mercadorias no valor de 25.356,7 milhões de escudos (230 milhões de euros), menos 0,4% do que no período homólogo de 2025.

Segundo o BCV, a redução reflecte essencialmente a diminuição das importações de combustíveis, que compensou o aumento das compras de bens intermédios e de bens de capital, sinalizando uma procura mais orientada para a actividade produtiva e o investimento.

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