O Fundo Monetário Internacional (FMI) iniciou, nesta Terça-feira, 6, em Bissau, a terceira e última avaliação no âmbito do programa de referência iniciado em Julho de 2021 com o Governo da Guiné-Bissau, de acordo com um comunicado do Governo.
Citado pela Lusa, o documento mostra a vontade do Governo guineense em sair ‘limpo’ da avaliação e antevê, no caso de as avaliações favoráveis ao país, futuros desembolsos.
“Esta terceira missão do FMI, se for satisfatória, vai conduzir a Guiné-Bissau à Facilidade de Crédito Alargado, o que será essencial para assegurar um empréstimo ao abrigo de um novo programa financeiro, o que permite mobilizar fundos junto de outros parceiros”, refere o Ministério das Finanças, em comunicado.
No país, o FMI vai realizar encontros com instituições nacionais, incluindo os ministérios das Finanças, Administração Pública e Economia, Tribunal de Contas e a direcção do Banco Central dos Estados da África Ocidental.
A missão vai também reunir-se com o Presidente bissau-guineense, Umaro Sissoco Embaló, o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e com o vice-primeiro-ministro, Soares Sambú.
Já em Fevereiro, o FMI anunciou ter aprovado a segunda avaliação do programa de ajustamento económico da Guiné-Bissau, um passo fundamental para garantir um empréstimo ao abrigo de um novo programa financeiro.
Segundo o Fundo, as autoridades da Guiné-Bissau “fizeram progressos satisfatórios para estabelecer um histórico forte de implementação de políticas e reformas, um requisito fundamental para avançar na possibilidade de um acordo sobre uma Linha de Crédito Ampliada [Extended Credit Facility, ECF, no original em inglês], em 2022”.
Para a instituição de Bretton Woods, será importante manter “o bom desempenho na terceira e última revisão do SMP [Staff-Monitored Program, no original em inglês], e que os parceiros internacionais da Guiné-Bissau garantam apoio suficiente nesta transição”.
O programa monitorizado pelo corpo técnico foi aprovado em 19 de Julho de 2021 e a primeira revisão validada em Outubro, também do ano passado, sendo um passo prévio para que a Guiné-Bissau possa beneficiar de apoio financeiro do FMI ao abrigo destes programas de ajustamento financeiro, que vão desembolsando tranches do empréstimo à medida que os países cumprem o estipulado no acordo em termos de reformas e nova legislação para relançar a economia e corrigir os desequilíbrios.
O programa do FMI relativo a Guiné-Bissau “apoia as reformas desenhadas pelo país, com o objetivo de estabilizar a economia, melhorar a competitividade e fortalecer a governação”, de acordo com a própria instituição financeira internacional.





