O Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu iniciar, em Junho, discussões com “profundidade” sobre a situação económica e financeira da Guiné-Bissau, bem como os progressos registados, anunciou o chefe da missão do organismo que esta no paíse desde o início desta semana.
Para já, não está nada fechado, mas Junho deste ano é a data marcada pelo organismo. Nessa altura, serão avaliadas vários aspectos do programa de reformas económicas no país.
“A partir de 17 de Junho de 2022 o fundo vai começar a discutir com profundidade a situação económica e financeira da Guiné-Bissau e os progressos registados”, afirmou José Gijon, chefe da missão do FMI, num comunicado conjunto com o Ministério das Finanças guineense.
José Gijon referiu ainda que o Fundo concorda com a execução com sucesso do Orçamento Geral de 2021, porque as metas estabelecidas foram cumpridas. Também prometeu uma avaliação minuciosa da execução do Orçamento Geral do Estado, (OGE) 2022 e, espera que o mesmo seja executado como em 2021.
“Não obstante um contexto económico internacional difícil, há pontos imprescindíveis”, esclareceu José Gijon.
O programa monitorizado pelo corpo técnico foi aprovado em 19 de Julho de 2021 e a primeira revisão foi aprovada em Outubro do ano passado, sendo um passo prévio para que a Guiné-Bissau possa beneficiar de apoio financeiro do FMI ao abrigo destes programas de ajustamento financeiro que vão desembolsando tranches do empréstimo à medida que os países cumprem o estipulado no acordo em termos de reformas e nova legislação para relançar a economia e corrigir os desequilíbrios.
O programa do FMI relativo à Guiné-Bissau “apoia o programa de reformas desenhado pelo país, com o objectivo de estabilizar a economia, melhorar a competitividade e fortalecer a governação”.
Já em Fevereiro, o FMI anunciou ter aprovado a segunda avaliação do programa de ajustamento económico da Guiné-Bissau, um passo fundamental para garantir um empréstimo ao abrigo de um novo programa financeiro.
De acordo com o Fundo, os frutos estão já à vista: apesar da pandemia, o país cresceu 1,5% em 2020, mas deverá ter acelerado para 3,8% em 2021 devido ao aumento da exportação de caju, investimento público, levantamento gradual das restrições pandémicas e melhorias na confiança dos empresários.
“As autoridades fizeram um progresso satisfatório no programa de reformas apesar das difíceis condições socioeconómicas devido à pandemia de covid-19”, diz o FMI, salientando a “boa taxa de vacinação pelos padrões regionais” e a redução do défice orçamental, que deverá ter melhorado no ano passado para 5,4%, quando em 2020 estava nos 10%.





