Fundação Manhein pede alterações a vistos de entrada em Timor-Leste

A organização não-governamental timorense Fundação Manhein (FM) pediu alterações à política de vistos para a entrada de estrangeiros em Timor-Leste, considerando-a “desatualizada e inadequada”, e a modernização dos serviços de migração. “O Governo deveria reconsiderar a sua política universal de vistos à chegada, que atualmente permite que cidadãos de qualquer nacionalidade obtenham um visto à…
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Organização não-governamental timorense pediu alterações à política de vistos para a entrada de estrangeiros em Timor-Leste, considerando-a “desatualizada e inadequada.
Economia

A organização não-governamental timorense Fundação Manhein (FM) pediu alterações à política de vistos para a entrada de estrangeiros em Timor-Leste, considerando-a “desatualizada e inadequada”, e a modernização dos serviços de migração.

“O Governo deveria reconsiderar a sua política universal de vistos à chegada, que atualmente permite que cidadãos de qualquer nacionalidade obtenham um visto à chegada no aeroporto internacional Presidente Nicolau Lobato”, afirmou a organização não-governamental (ONG) num artigo divulgado na sua página oficial.

Para a FM, a entrada de pessoas no país “como turistas” sem qualquer verificação prévia expõe Timor-Leste a “riscos significativos”, permitindo a entrada de criminosos que utilizam o país como base para as suas atividades, nomeadamente fraude financeira e tráfico de pessoas, e não contribui para o desenvolvimento económico.

A obtenção de visto de turista à chegada está também a “incentivar empresas estrangeiras a violarem as leis de imigração e comerciais”, advertiu a FM, salientando que é impossível solicitar qualquer visto para entrar em Timor-Leste para quem está fora do país.

A ONG defendeu também a modernização dos serviços de migração, cujos “procedimentos para a obtenção de alguns vistos são desnecessariamente complexos e envolvem demasiados passos”.

“A falta de utilização eficaz de sistemas electrónicos significa que os funcionários de imigração têm de verificar volumes de papel manualmente”, levando a atrasos burocráticos e perda de documentos, salientou a organização não-governamental timorense, citado pela Lusa.

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