O Fundo Soberano de Moçambique (FSM), alimentado pelos recursos da exploração do Gás Natural Liquefeito (GNL), registou lucros de mais de um milhão de dólares no primeiro trimestre, segundo relatório divulgado pelo banco central.
De acordo com o relatório trimestral do Banco de Moçambique, gestor do FSM desde Dezembro, o lucro dos primeiros três meses do ano, de 1.059.438 dólares “resulta dos juros das aplicações em depósitos de curto prazo” em três bancos, no Canadá, França e Japão.
No mesmo documento acrescenta-se que de Janeiro a Março o activo total do fundo aumentou 6,6%, para 117,4 milhões de dólares, em resultado da “recePção de receitas da produção de GNL”, bem como dos juros das aplicações realizadas.
O Banco de Moçambique refere também que à data de 31 de Março, as actividades do FSM “encontravam-se numa fase transitória para a sua operacionalização plena, aguardando a aprovação do Plano Director submetido ao Ministério das Finanças”, sendo este o instrumento que vai definir a “estratégia de alocação de activos, a composição das carteiras de investimento e os respectivos limites de risco”.
“Enquanto não são implementadas as carteiras de investimento, os recursos do fundo estão aplicados, de forma prudente, em depósitos junto de três instituições financeiras internacionais, assegurando liquidez, preservação de capital e rentabilidade”, lê-se ainda no relatório, citado pela Lusa.
Acrescenta-se que o “desempenho atual evidencia uma trajectória estável e crescente, decorrente dos juros dos depósitos”, mas que “com a futura diversificação dos investimentos, o desempenho poderá apresentar oscilações próprias dos mercados financeiros”.





