Governo angolano espera um crescimento económico de 2,7% em 2022

Angola deverá registar até ao fim deste ano um crescimento global da sua economia de 2.7%, com uma maior contribuição percentual do sector não petrolífero, fruto das várias medidas que têm sido adoptadas para a atracção do investimento privado no país em diversas áreas. A previsão de desenvolvimento foi avançada pelo ministro de Estado da…
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A expectativa é de haver um maior contributo do sector não petrolífero nos próximos anos., diz Manuel Nunes Júnior na abertura da Filda.
Economia

Angola deverá registar até ao fim deste ano um crescimento global da sua economia de 2.7%, com uma maior contribuição percentual do sector não petrolífero, fruto das várias medidas que têm sido adoptadas para a atracção do investimento privado no país em diversas áreas.

A previsão de desenvolvimento foi avançada pelo ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, durante a abertura da 37ª edição da Feira Internacional de Luanda, que decorre sob o lema “Tecnologias Disruptivas Como Factor de Desenvolvimento da Economia “, e que junta na Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEE) mais de 600 empresas, entre nacionais e estrangeiras.

“A aposta na diversificação da economia e na produção nacional começa a dar os seus frutos”, avançou o dirigente, reforçando que “começamos a viver um novo paradigma de crescimento do país, este paradigma tem a sua força no sector não petrolífero”, lembrando que no ano passado o sector petrolífero teve um crescimento negativo de 11.6, enquanto o sector não petrolífero cresceu de forma “célere” em 6.4%, valor que considera “um crescimento robusto”.

Falando sobre o tema da 37ª edição da FILDA 2022, o dirigente afirmou que “as tecnologias disruptivas são muito importantes para o desenvolvimento de qualquer país, sobretudo para países em desenvolvimento, como Angola”.

Por sua vez, o Ministro da Economia e Planeamento, Mário Augusto Caetano, afirmou que “está será mais uma janela de oportunidades para o reforço da cooperação empresarial, trocas de experiências entre pequenos e grandes empresários, nacionais e estrangeiros, e, acima de tudo, transações comerciais”.

O dirigente disse ainda que o executivo tem contribuído “de facto” para a diversificação da economia no país, justificando, por exemplo, que o sector não petrolífero em Angola, em 2011, contribuiu em cerca de 71% para o Produto Interno Bruto (PIB), contra os 59% em 2021.

Além da exposição das 629 empresas nacionais e estrangeiras, a 37ª edição da Feira Internacional de Luanda, que decorre de 16 a 20 deste mês, vai ainda acolher 3 salas de conferências, uma destinada a FILDA, o “FILDA Talks” e o “Angola Start Up Summi”.

TEXTO: Jaime Pedro

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