O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, estimou que o país tem agora a meta de alcançar 1,5 milhões de turistas, relembrando que Cabo Verde cresceu, em 2025, acima de 7% no último trimestre e acima de 6% no conjunto do ano.
O governante destacou a necessidade de alinhar sempre as ambições com as acções, sublinhando que Cabo Verde conseguiu, em 2025, atingir a fasquia dos 1,2 milhões de turistas.
“Se hoje crescemos a um ritmo de cerca de 6% ao ano, apesar dos desafios que ainda temos ao nível da burocracia, da conectividade, do aumento de negócios e do clima de investimento, estou convicto de que, se continuarmos a reformar e se cada um der o seu contributo, Cabo Verde poderá rapidamente atingir um crescimento na ordem dos dois dígitos, o que nos permitirá, na próxima década, ser um país de rendimento alto e um país desenvolvido”, afirmou ao presidir ao acto de lançamento oficial da nova rota internacional Praia–Recife–Praia.
Olavo Correia afirmou ainda que, qualquer rota, sobretudo esta para o Brasil, que liga Cabo Verde ao mundo e a novas oportunidades, é sempre bem-vinda, considerando que Cabo Verde é um pequeno país insular arquipelágico que tem na sua abertura e ligação ao mundo a sua fonte de riqueza e de desenvolvimento.
O governante considerou que a rota internacional representa uma oportunidade para Cabo Verde e apelou à sustentabilidade desta ligação.
“A rota tem de ser sustentável, tem de pagar a si própria e tem de criar valor para o nosso país e para a empresa. Por isso, deixo um apelo a todo o staff da empresa e a todos os stakeholders que fazem parte do setor da aviação civil em Cabo Verde, para que contribuam para que esta rota seja sustentável e para que possamos fazer a ponte entre o presente e o futuro”, ressaltou.
O ministro referiu que a obrigação de Cabo Verde, enquanto nação e enquanto governo, é procurar estar sempre com os melhores, no plano interno e no plano externo, exemplificando com a concessão dos aeroportos à Vinci e a selecção da empresa Swissport International (AG) como parceiro estratégico para a privatização da Cabo Verde Handling, S.A.
“Temos de procurar alinhar a urgência, a velocidade e a escala com a burocracia. Infelizmente, ainda temos um país onde impera muita burocracia, mas, se queremos crescer mais e enfrentar desafios exigentes ao nível do combate à pobreza, do crescimento económico e da criação de melhores condições de vida para os nossos concidadãos, temos de ter um país com uma burocracia mínima”, indicou.
Olavo Correia sublinhou, também, a necessidade de fazer a ponte entre o público e o privado, justificando que o sector público cria as condições e o ambiente, mas é o sector privado que empreende, cria valor, empregos e riqueza, fazendo o país avançar.
“Por último, temos de fazer a transição da actual governação analógica, ainda ancorada em silos, departamentos e estruturas, para uma governação mais digital, mais interoperável e mais sinergética, porque só assim o país conseguirá avançar”, concluiu.





