O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu, esta Segunda-feira, 26, em Moscovo, o reforço da cooperação entre os Estados-membros do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), com vista a responder aos desafios do sector, promover a sustentabilidade energética e impulsionar o desenvolvimento industrial.
Ao intervir na 28.ª Reunião Ministerial do Fórum, o governante angolano considerou que o encontro decorre num contexto de forte pressão sobre as fontes tradicionais de energia, particularmente o gás natural, o que exige uma actuação conjunta, estratégica e inovadora dos países produtores e exportadores.
Diamantino Azevedo salientou que a colaboração entre os membros do fórum deve contribuir para encontrar soluções sustentáveis para o desenvolvimento dos recursos de gás, combater a pobreza energética e reforçar a soberania alimentar dos países.
Emissões de metano constituem desafio para o sector
O ministro destacou igualmente a necessidade de os países produtores se prepararem para as novas exigências e normas internacionais relativas à medição, monitorização, reporte e verificação das emissões de metano.
Segundo o governante, estas exigências poderão ter implicações no acesso aos mercados internacionais, na comercialização e na competitividade do gás natural.
Neste sentido, defendeu que as novas regras devem ser encaradas não apenas como um desafio, mas também como uma oportunidade para melhorar a eficiência e a sustentabilidade da indústria, através da partilha de conhecimentos e da adopção das melhores práticas entre os Estados-membros.
Angola aposta na industrialização através do gás natural
No que respeita à estratégia nacional, Diamantino Azevedo afirmou que Angola iniciou a produção de gás não associado e está a desenvolver projectos destinados a aumentar o aproveitamento deste recurso para fins industriais.
Entre as iniciativas destacadas pelo ministro está a construção de uma fábrica de amónia e ureia, orientada para promover a autossuficiência nacional nestes produtos e criar condições para a exportação.
A aposta enquadra-se na estratégia de diversificação da economia angolana, que procura aumentar a transformação local dos recursos naturais, desenvolver novas actividades industriais e reduzir a dependência das importações.
O governante reiterou, a disponibilidade de Angola para trabalhar com os restantes países do fórum na resposta aos desafios actuais e futuros da indústria do gás natural, defendendo a construção de um mercado global mais resiliente, equilibrado e sustentável.





