Uma comissão composta por técnicos guineenses e senegaleses realizará encontros nas zonas fronteiriças entre a Guiné-Bissau e o Senegal nos dias 10 e 24 de Fevereiro, com o propósito de reafirmar os marcos fronteiriços deixados pelo colonialismo, avançou a secretária executiva guineense das Fronteiras, Balbina Gomes.
A comissão, criada em 2016 sob a coordenação do Ministério da Administração Territorial e Poder Local, busca confirmar a localização precisa dos mais de 100 marcos deixados pelo colonialismo entre as zonas norte e leste da fronteira com o Senegal. O trabalho também abrange cerca de 80 marcos entre a Guiné-Bissau e a Guiné-Conacri, no sul do território guineense.
Segundo dados do Governo guineense citados pela Lusa, vários desses marcos fronteiriços foram removidos pelas populações locais. A União Africana recomenda que até 2025 todos os países africanos confirmem os marcos fronteiriços deixados pelo colonialismo.
A comissão, munida de mapas e aparelhos de GPS, realizará verificações no terreno para garantir a precisão da localização dos marcos fronteiriços. A iniciativa surge na esteira da preocupação com relatos de que muitas placas fronteiriças foram retiradas, especialmente em regiões do norte da Guiné-Bissau correspondentes ao sul do Senegal.
Balbina Gomes apresentou ao Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, as preocupações relacionadas com a falta de uma sede própria para a comissão e a necessidade de recursos financeiros para missões de contacto com homólogos do Senegal e da Guiné-Conacri.
A responsável destacou a importância das comissões mistas para resolver desavenças na delimitação das fronteiras, sublinhando a fraternidade entre os países envolvidos e a necessidade de sensibilizar as populações fronteiriças.





