A operação decorreu durante a manhã, envolvendo um dispositivo coordenado entre as autoridades cabo-verdianas de saúde, segurança, marítimas e aeroportuárias. Os três pacientes foram encaminhados para tratamento especializado no exterior, numa transferência realizada sob medidas reforçadas de vigilância sanitária e segurança.
Os pacientes foram transportados do navio para o Aeroporto Internacional Nelson Mandela, de onde partiram em dois aviões com destino aos Países Baixos. A operação surge depois de o cruzeiro ter ficado retido ao largo da capital cabo-verdiana devido ao surto registado a bordo.
O MV Hondius transporta cerca de 150 pessoas, entre passageiros e tripulantes, na maioria britânicos, norte-americanos e espanhóis, ainda que esteja confirmada a presença de um cidadão português a bordo. A embarcação realizava um cruzeiro de expedição que partiu no final de março do extremo sul da Argentina, com passagem pela Península Antártica, Geórgia do Sul e Tristão da Cunha, antes de chegar às águas cabo-verdianas.
As autoridades cabo-verdianas têm reiterado que a situação se mantém controlada e que não existe risco para a população em terra. Desde a entrada do navio em águas nacionais, foram acionados os procedimentos previstos no Regulamento Sanitário Internacional, incluindo vigilância médica dos ocupantes, medidas de isolamento e acompanhamento clínico a bordo.
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso em articulação com as autoridades nacionais e internacionais.
O hantavírus é uma doença infecciosa aguda, geralmente associada ao contacto com excreções de roedores, podendo provocar quadros respiratórios graves.
Concluído o processo de evacuação o navio irá seguir viagem, ainda hoje, rumo às ilhas Canárias onde as autoridades sanitárias poderão proceder à avaliação dos passageiros e tripulantes e definir os passos seguintes.





