O Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) angolano considerou esta Quarta-feira, 21, em Luanda, fundamental reforçar a coordenação entre as instituições públicas, o sector financeiro e as empresas para criar um ambiente mais favorável ao investimento, melhorar a qualidade dos produtos nacionais e facilitar a sua circulação e comercialização.
A posição foi defendida pelo presidente do conselho de administração do INAPEM, Bráulio Augusto, durante a primeira edição da Feira da Produção Angolana (FEPA), numa intervenção que destacou a agricultura, a logística, a indústria e a exportação como áreas prioritárias para o crescimento da economia nacional.
Na ocasião, o PCA sublinhou a importância do financiamento, do acesso aos mercados, da capacitação empresarial e do estabelecimento de parcerias como alavancas para dinamizar a produção e aumentar a competitividade das empresas angolanas.
As micro, pequenas e médias empresas foram apontadas como a base do tecido produtivo nacional e uma das principais fontes de emprego, sobretudo para os jovens e as mulheres. Neste sentido, defendeu a necessidade de ampliar a participação destas empresas nos mecanismos de financiamento.
Para o Bráulio o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas destaca uma instituição fundamental na capacitação, assistência técnica e preparação dos negócios, de modo a permitir que mais empresas reúnam condições para aceder ao crédito e responder às exigências do mercado.
A intervenção salientou ainda que o financiamento deve acompanhar todas as etapas do percurso empresarial, desde a preparação do investimento até à produção e comercialização.
Defendeu também que os bancos compreendam os ciclos de cada actividade e disponibilizem soluções ajustadas às necessidades de equipamentos, matérias-primas e tesouraria.
Outro ponto destacado foi a oportunidade representada pela Zona de Comércio Livre Continental Africana, que poderá ampliar o acesso dos produtos angolanos a novos mercados. Contudo, para aproveitar esse potencial, o país deverá reforçar a competitividade em aspectos como qualidade, preço, regularidade da oferta e certificação.
Segundo o PCA, o cumprimento destes requisitos é essencial para conquistar a confiança dos consumidores no mercado nacional e criar condições para a expansão das exportações.
Aos empresários e expositores presentes, foi dirigido um reconhecimento pelo contributo para a produção e transformação nacional, com a expectativa de que a feira favoreça o estabelecimento de relações comerciais duradouras, a identificação de investimentos viáveis e a concretização de novos negócios.
A FEPA surge, assim, como uma plataforma de aproximação entre o Estado, o sector financeiro e o empresariado, com o objectivo de transformar oportunidades de investimento em resultados concretos para a economia angolana.





