Standard Bank Angola defende crédito orientado para a produção nacional

A concessão de crédito deve estar directamente ligada à actividade produtiva, à criação de emprego e ao aumento da competitividade das empresas, com prioridade para sectores como a agricultura, a indústria transformadora e a logística, defendeu esta Quarta-feira, 21, o PCE do Standard Bank Angola, Luís Teles. A posição foi apresentada durante a primeira edição…
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Luís Teles defendeu que o crescimento das empresas não depende exclusivamente do acesso ao crédito, exigindo igualmente mercados, tecnologia, conhecimento, modelos de gestão eficientes e redes de distribuição.
Economia

A concessão de crédito deve estar directamente ligada à actividade produtiva, à criação de emprego e ao aumento da competitividade das empresas, com prioridade para sectores como a agricultura, a indústria transformadora e a logística, defendeu esta Quarta-feira, 21, o PCE do Standard Bank Angola, Luís Teles.

A posição foi apresentada durante a primeira edição da Feira da Produção Angolana (FEPA), iniciativa que pretende aproximar produtores, empresários, investidores, instituições financeiras e consumidores, promover oportunidades de negócio e dar maior visibilidade aos produtos e serviços nacionais.

Segundo o presidente do conselho executivo, o financiamento deve ser entendido como um instrumento de transformação económica, capaz de apoiar a aquisição de equipamentos, aumentar a capacidade de produção e fortalecer as empresas angolanas.

O responsável considerou que o crédito só cumpre plenamente a sua função quando contribui para o crescimento efectivo dos negócios, a criação de postos de trabalho e o desenvolvimento da economia real.

Luís Teles defendeu ainda que o crescimento das empresas não depende exclusivamente do acesso ao crédito, exigindo igualmente mercados, tecnologia, conhecimento, modelos de gestão eficientes e redes de distribuição.

O gestor realçou que o Standard Bank Angola pretende reforçar o acompanhamento dos seus clientes, compreender as necessidades específicas de cada sector e desenvolver soluções ajustadas aos ciclos de produção e de tesouraria das empresas.

No entanto, referiu que a estratégia passa também por aproximar os empresários de potenciais clientes, parceiros e investidores, recorrendo à presença do banco em África e às suas ligações internacionais para facilitar o acesso das empresas angolanas a novos mercados.

“A FEPA enquadra-se nesta abordagem, ao criar um espaço de contacto entre os diferentes intervenientes da economia e estimular a criação de parcerias comerciais e oportunidades de investimento”, disse.

Entre os sectores considerados estratégicos, o Teles destacou a agricultura, a indústria transformadora e a logística, pelo seu potencial para diversificar a economia, reduzir a dependência das importações e gerar emprego.

O PCE considerou que o desenvolvimento da produção nacional exige uma colaboração efectiva entre o Estado, o sector empresarial, o sistema financeiro, os investidores, as universidades e os consumidores.

Sob o lema “Angola é a nossa casa e nós impulsionamos o seu crescimento”, o gestor reafirmou o compromisso de colocar a sua capacidade financeira, tecnologia, conhecimento e recursos humanos ao serviço do desenvolvimento económico nacional.

A primeira edição da FEPA reuniu 50 expositores de diferentes sectores de actividade e pretendeu promover a produção angolana, facilitar contactos empresariais e criar condições para que mais empresas possam crescer e alcançar novos mercados.

Luís Teles manifestou ainda a expectativa de ampliar o espaço disponível nas próximas edições, de modo a acolher mais participantes e reforçar o contributo da feira para a dinamização da economia nacional.

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