O Standard Bank Angola financiou mais de 340 mil milhões de kwanzas à economia nacional, entre 2025 e 2026, beneficiando mais de 220 empresas em 12 províncias do país e contribuindo para a criação de mais de sete mil empregos directos.
Os dados foram apresentados esta Quarta-feira, pelo director executivo da Banca de Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank Angola, Fernando Chivinda, ao explicar os Resultado dos Financiamentos do banco durante a primeira edição da Feira da Produção Angolana (FEPA), no âmbito de uma intervenção dedicada ao impacto do financiamento bancário na produção nacional, na criação de emprego e no desenvolvimento das empresas angolanas.
Segundo o responsável, os resultados estão associados, entre outros mecanismos, aos memorandos estabelecidos com o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM).
O financiamento abrangeu empresas de diferentes sectores de actividade e chegou às províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla, Huambo, Namibe, Bengo, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Malanje e Icolo e Bengo.
Na distribuição sectorial dos 340 mil milhões de kwanzas, a indústria e o comércio absorveram 57% do financiamento, seguidos dos transportes e logística, com 18%, e do sector do petróleo e gás, com 16%, sobretudo no domínio do conteúdo local.
A agricultura e o sector mineiro receberam, cada um, 4% do montante, enquanto as pescas beneficiaram de 2%, segundo os dados apresentados. As percentagens indicadas totalizam 101%, pelo que a distribuição deverá ser confirmada junto da instituição financeira.
No sector dos transportes e logística, o responsável destacou que o financiamento permitiu a criação de novas rotas e contribuiu para a redução dos preços dos bilhetes de viagem, facilitando a mobilidade de passageiros.
Já no domínio da indústria e do comércio, o banco destacou o apoio a empresas ligadas à produção e ao abastecimento de bens alimentares essenciais.
De acordo com os números apresentados, mais de 70% da farinha de trigo consumida em Angola e mais de 70% do óleo alimentar disponível no mercado nacional estão associados a empresas financiadas pelo Standard Bank Angola. No segmento da massa alimentar, a instituição afirma ter financiado empresas responsáveis por mais de 30% do consumo nacional.
Na agricultura, o banco destacou o financiamento ao maior produtor de feijão do país, segundo a apresentação, cuja capacidade de produção ronda as 400 toneladas por colheita.
Estes exemplos foram apresentados como demonstração do contributo do financiamento bancário para o reforço da capacidade produtiva, o abastecimento do mercado interno e a dinamização das cadeias de valor nacionais.
Durante a intervenção, o representante do Standard Bank Angola afirmou que a instituição pretende assumir um papel que ultrapassa a concessão tradicional de crédito, procurando gerar valor para os clientes e assegurar que os investimentos financiados produzam efeitos concretos na vida dos cidadãos.
O responsável sublinhou que o impacto do financiamento deve reflectir-se na actividade das empresas, na criação de emprego e na disponibilidade de produtos nacionais para os consumidores.
A instituição reafirmou, assim, a aposta no financiamento de sectores produtivos e na aproximação entre empresas, investidores e parceiros comerciais, com o objectivo de apoiar o crescimento empresarial e contribuir para a diversificação da economia angolana.
A participação na FEPA enquadra-se nesta estratégia de promoção da produção nacional, através da criação de oportunidades de negócio e do reforço das ligações entre o sistema financeiro e os agentes económicos.





