Instabilidade internacional exige diversificação de parcerias e reforço da resiliência económica, defende Janira Hoffer Almada

A fragmentação geopolítica, as tensões comerciais, a volatilidade energética e as perturbações climáticas estão a condicionar os fluxos de capital e a agravar a incerteza económica internacional, com impactos acrescidos nas economias pequenas e abertas, alertou nesta Segunda-feira, na Ilha do Sal, a Presidente da República Interina de Cabo Verde, Janira Hoffer Almada. Na abertura…
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Presidente da República Interina de Cabo Verde defende o fortalecimento das instituições, a implementação de políticas capazes de orientar o investimento e o reforço da capacidade de execução dos projectos, de modo a garantir que os compromissos assumidos se traduzam em realizações efectivas e verificáveis.
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A fragmentação geopolítica, as tensões comerciais, a volatilidade energética e as perturbações climáticas estão a condicionar os fluxos de capital e a agravar a incerteza económica internacional, com impactos acrescidos nas economias pequenas e abertas, alertou nesta Segunda-feira, na Ilha do Sal, a Presidente da República Interina de Cabo Verde, Janira Hoffer Almada.

Na abertura do Fórum da África Lusófona, a governante defendeu que a actual conjuntura internacional torna urgente a diversificação das parcerias económicas e o reforço da capacidade de resistência das economias, considerando estas medidas uma exigência estratégica para os países africanos de língua portuguesa.

Janira Hoffer Almada referiu que os efeitos da instabilidade internacional se repercutem rapidamente nos custos de produção, nas finanças públicas e no rendimento das famílias, sobretudo em economias vulneráveis às oscilações dos mercados externos.

Neste contexto, a Presidente da República Interina considerou fundamental transformar o potencial económico dos países da África Lusófona em capacidade produtiva, autonomia económica e prosperidade partilhada, através de investimentos capazes de gerar resultados concretos e sustentáveis.

A responsável sublinhou que o valor de um investimento não deve ser avaliado apenas pelo capital mobilizado, mas também pelo conhecimento que incorpora na economia, pela competitividade que promove nas empresas e pela melhoria das condições de vida das populações.

Para alcançar esses objectivos, defendeu o fortalecimento das instituições, a implementação de políticas capazes de orientar o investimento e o reforço da capacidade de execução dos projectos, de modo a garantir que os compromissos assumidos se traduzam em realizações efectivas e verificáveis.

África Lusófona com potencial para reforçar cooperação económica

Janira Hoffer Almada destacou igualmente as complementaridades existentes entre os países da África Lusófona, apontando a diversidade de recursos, a pluralidade dos mercados e a localização geográfica como factores que podem impulsionar novas oportunidades de cooperação económica.

Entre os sectores com potencial para o aprofundamento das relações empresariais e institucionais, apontou a produção, a logística, a energia e os serviços.

Na sua perspectiva, a língua comum e os vínculos históricos entre os países devem ser convertidos em parcerias produtivas, através de maior articulação institucional, melhor acesso à informação e desenvolvimento de projectos conjuntos.

A governante considerou que o reforço destas relações poderá contribuir para a integração africana e para uma participação mais competitiva dos países lusófonos nos mercados internacionais.

Investimento como instrumento de transformação

Na abertura do encontro, a Presidente da República Interina deu as boas-vindas às delegações, empresários e investidores reunidos na ilha do Sal, destacando a importância da mobilização de capital para acelerar o desenvolvimento económico.

Janira Hoffer Almada saudou ainda a Corporação Financeira Internacional, o Grupo Banco Mundial e os parceiros envolvidos na iniciativa, reconhecendo o papel destas instituições na promoção de parcerias orientadas para o desenvolvimento.

A responsável defendeu, por fim, uma abordagem ao investimento centrada na criação de capacidade produtiva, na competitividade empresarial e na geração de benefícios concretos para as populações, num contexto internacional marcado por incertezas e desafios crescentes.

 

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