A secretária executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim defendeu esta Terça-feira, 05, que investir nos jovens é essencial para garantir o futuro e a expansão da língua portuguesa no mundo.
“Temos que investir na promoção internacional da nossa língua, num ensino de qualidade, na presença em espaços digitais, mas também e sobretudo investirmos nas escolas, com as crianças e jovens, nos espaços culturais e sociais”, declarou Maria de Fátima Jardim na celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinalou no dia 05, na sede da CPLP, em Lisboa.
Para a secretária executiva, o interesse da CPLP é de expandir o português, sendo a língua portuguesa um activo estratégico, “capaz de impulsionar oportunidades, fortalecer a presença coletiva no cenário global”.
Segundo Maria de Fátima Jardim, o português é uma língua que “transcende continentes”, sendo o idioma mais falado no hemisfério sul e um dos “mais difundidos no mundo”.
A língua “é o veículo de uma riqueza cultural extraordinária, que une comunidades, une nações em diferentes partes do mundo, a pluralidade de vozes, desde a voz cantante da língua portuguesa do Brasil, até à nossa língua original de Portugal”, sublinhou.
Por sua vez, diz a Lusa, a representante permanente de Timor-Leste junto da CPLP, Natália Carrascalão, destacou o papel da língua portuguesa na afirmação cultural, na diversidade, riqueza e crescente relevância internacional.
“Hoje, ao celebrarmos a língua portuguesa, celebramos também todas as formas de arte que a mantêm viva e resistente, tornando-se ainda essencial reforçar a sua projeção internacional como veículo da cultura, conhecimento e diálogo”, disse Natália Carrascalão.
Questionada sobre as soluções para os diversos desafios que a difusão da língua portuguesa encontra em Timor-Leste, Carrascalão afirmou que deve-se olhar para o país lusófono “como um caso muito especial”, pois são falados mais de 30 dialetos, “para além do tétum, que é a língua mais falada” no país asiático.
“O português está a ter avanços muito fortes, especialmente com a escola portuguesa, a escola do CAFE, [Centro de Aprendizagem e Formação Escolar de Díli]. E cada vez mais se nota que os timorenses estão realmente a honrar o facto de terem a língua portuguesa como uma das suas línguas sociais”, referiu.





