João Lourenço e Tshisekedi selam hoje acordo histórico do Corredor do Lobito com a Mota-Engil

O processo de adjudicação da concessão ferroviária do Corredor do Lobito à Mota-Engil entra hoje numa nova etapa com a assinatura oficial do contrato em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), numa cerimónia testemunhada pelo Presidente angolano, João Lourenço, e pelo Presidente congolês, Félix Tshisekedi. O executivo congolês concluiu esta semana os processos formais…
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A assinatura do contrato de concessão ferroviária na RDC encerra meses de negociações e abre uma nova etapa para o projecto que está a redefinir as rotas de exportação de minerais críticos em África.
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O processo de adjudicação da concessão ferroviária do Corredor do Lobito à Mota-Engil entra hoje numa nova etapa com a assinatura oficial do contrato em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), numa cerimónia testemunhada pelo Presidente angolano, João Lourenço, e pelo Presidente congolês, Félix Tshisekedi.

O executivo congolês concluiu esta semana os processos formais necessários para a assinatura do contrato, depois de o Conselho de Ministros da RDC ter aprovado a adjudicação do projecto a 10 de Julho, apurou a Forbes África Lusófona.

A formalização do acordo representa um passo determinante para o avanço de um dos mais ambiciosos projectos de infraestruturas da África Central. A cerimónia realizada na capital congolesa marca o compromisso formal da RDC com o desenvolvimento do Corredor do Lobito, iniciativa considerada estratégica para a integração económica regional e para o escoamento de recursos minerais para os mercados internacionais.

O Corredor do Lobito liga as zonas mineiras da RDC ao Porto do Lobito, em Angola, através de uma infraestrutura ferroviária considerada essencial para a exportação de cobre, cobalto e outros minerais críticos utilizados nas indústrias tecnológica e energética.

A concretização da concessão reforça igualmente o envolvimento dos Estados Unidos, que têm vindo a apoiar o desenvolvimento do Corredor do Lobito no âmbito da sua estratégia de diversificação das cadeias globais de abastecimento de minerais estratégicos e de reforço da segurança das matérias-primas consideradas críticas.

Recorde-se que, num comunicado divulgado após a aprovação da concessão pela RDC, o Bureau of African Affairs do Departamento de Estado norte-americano classificou a decisão como “um marco fundamental”, destacando o potencial do projecto para impulsionar o investimento privado, criar emprego e fortalecer as ligações comerciais entre a África Central e os mercados globais.

A assinatura de hoje abre caminho para o início das fases subsequentes de implementação do projecto, considerado prioritário por Angola, RDC e Zâmbia, países que têm vindo a coordenar esforços para transformar o Corredor do Lobito num dos principais eixos logísticos do continente africano.

Notícia em actualização.

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