A Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (Rede BCPLP) foi lançada esta Quinta-feira, 04, em Luanda, com o objectivo de reforçar a cooperação institucional entre os governadores dos bancos centrais dos países membros e promover o intercâmbio técnico em matérias de interesse comum.
A iniciativa pretende criar uma plataforma de diálogo e colaboração entre as instituições financeiras dos países de língua portuguesa, facilitando a partilha de experiências, conhecimentos e boas práticas no domínio da política monetária e da supervisão bancária.
Em declarações à imprensa, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, considerou histórico para os bancos centrais a iniciativa lançada, porque vai permitir a interação, partilha de informações, em áreas como os pagamentos, estatísticas, literacia financeira, gestão e crises e análise económica.
Álvaro Santos Pereira realçou a importância deste memorando numa altura em que o mundo enfrenta conflitos geopolíticos, alguma fragmentação, sendo de grande relevância a comunidade lusófona juntar-se para reforçar a sua cooperação.
Por sua vez, o governador do Banco Nacional de Angola, Tiago Dias disse que foram constituídos vários grupos de trabalho sobre as questões macroeconómicas, inclusão financeira, digitalização, aperfeiçoamento dos sistemas de pagamentos e outros.
“É um conjunto de grupos de trabalhos que vão sendo constituídos para que os especialistas dos nossos bancos centrais encontrem aí um espaço permanente de interação”, referiu o responsável do BNA.
A cooperação deverá abranger igualmente questões relacionadas com a estabilidade financeira, a modernização dos sistemas de pagamentos e o desenvolvimento de soluções para desafios comuns aos respectivos sistemas financeiros.
O lançamento da rede representa um novo mecanismo de aproximação entre os bancos centrais do espaço lusófono, permitindo aprofundar a articulação institucional e fortalecer as capacidades técnicas das instituições participantes.
A iniciativa procura, assim, contribuir para uma maior integração e cooperação financeira entre os países de língua portuguesa.





