Lucros do BNI de Moçambique duplicam para 2,1 milhões de euros em 2025

Os lucros do estatal moçambicano Banco Nacional de Investimento (BNI) mais do que duplicaram em 2025, para 2,1 milhões de euros, segundo o relatório e contas do banco. “O empenho dos colaboradores, aliado à confiança dos clientes e parceiros, permitiu alcançar, e, em alguns casos, superar os objectivos traçados. No exercício findo a 31 de…
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O BNI tinha registado lucros de 908 mil euros em 2024, representando então uma quebra de 75% face ao ano anterior. Agora, o banco admite que o desempenho do ano passado foi igualmente “influenciado pelo incremento da margem complementar, que quadruplicou.
Economia

Os lucros do estatal moçambicano Banco Nacional de Investimento (BNI) mais do que duplicaram em 2025, para 2,1 milhões de euros, segundo o relatório e contas do banco.

“O empenho dos colaboradores, aliado à confiança dos clientes e parceiros, permitiu alcançar, e, em alguns casos, superar os objectivos traçados. No exercício findo a 31 de Dezembro de 2025, o lucro do Banco cresceu em 138%”, refere o presidente da comissão executiva do BNI, Abdul Jivane, na mensagem no relatório e contas.

O BNI tinha registado lucros de 908 mil euros em 2024, representando então uma quebra de 75% face ao ano anterior. Agora, o banco admite que o desempenho do ano passado foi igualmente “influenciado pelo incremento da margem complementar, que quadruplicou, refletindo a mais-valia resultante da alienação da participação financeira no capital do TDB Bank”, bem como “pelo maior dinamismo das operações financeiras”.

“Paralelamente, a continuação das medidas de racionalização de custos permitiu reduzir os custos operacionais em 7%, contribuindo para a melhoria do rácio de eficiência em 15 pontos percentuais, para 39%”, lê-se.

Na mensagem no relatório, Abdul Jivane sublinha que este desempenho foi ainda “acompanhado por uma melhoria do rácio de solvabilidade regulamentar”, em três pontos percentuais, para 36,45%, “um nível significativamente acima do mínimo regulamentar de 12%, bem como por uma evolução muito positiva do rácio de crédito em incumprimento regulamentar”, que passou de 18,30% para 7,35% em 2025.

“Para 2026, o banco mantém como objectivo consolidar esta tendência de melhoria, com a ambição de levar o rácio de crédito em incumprimento a níveis inferiores a 5%, reforçando assim, a solidez e robustez financeira”, aponta ainda o relatório, citado pela Lusa.

 

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