Macau promete rever programa de quadros qualificados para atrair mais lusófonos

O Governo de Macau prometeu esta Terça-feira, 18, rever o programa de “captação de talentos” que aponta como meta atrair mais quadros qualificados dos países lusófonos. Numa conferência de imprensa, durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, O Lam garantiu que “em…
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Na apresentação do plano quinquenal até 2030, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, O Lam prometeu “auscultar a população e todos os sectores da sociedade” e apontou 2027 para a implementação de eventuais mudanças.
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O Governo de Macau prometeu esta Terça-feira, 18, rever o programa de “captação de talentos” que aponta como meta atrair mais quadros qualificados dos países lusófonos.

Numa conferência de imprensa, durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, O Lam garantiu que “em breve teremos uma revisão” do regime de captação de quadros qualificados.

Na apresentação do plano quinquenal até 2030, O Lam prometeu “auscultar a população e todos os sectores da sociedade” e apontou 2027 para a implementação de eventuais mudanças.

O plano quinquenal prevê “optimizar o programa de captação de quadros qualificados, no sentido de criar condições favoráveis à captação de quadros qualificados internacionais e dos países de língua portuguesa”.

Em 2024, o então líder da Comissão de Desenvolvimento de Talentos de Macau, Chao Chong Hang, admitiu que a maioria das 464 candidaturas aprovadas vinha da China continental (80%) ou da vizinha região de Hong Kong (10%).

Em Abril, o novo coordenador da Comissão, Kong Chi Meng, disse que a terceira fase do programa incluía uma maior valorização de quadros qualificados com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil.

Macau estabeleceu em Julho de 2023 um programa de captação de quadros qualificados do sector financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles detentores do Prémio Nobel. O programa prevê, entre outras vantagens, benefícios fiscais.

Este programa tornou-se a única alternativa para os cidadãos portugueses obterem o bilhete de identidade de residente no território.

Isto porque, um mês depois, Macau deixou de aceitar novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

Segundo a Lusa, as orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

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