Moçambique arranca com projecto de 500 milhões USD financiado pelos EUA

O Gabinete de Desenvolvimento do Compacto II em Moçambique, com financiamento norte-americano de 500 milhões de dólares, prevê lançar em 2024 o concurso para a construção da nova ponte sobre o rio Licungo, Zambézia, e uma estrada circular. Num anúncio solicitando informação ao mercado para este projecto, publicado por aquele gabinete, é referido que "o…
ebenhack/AP
O projecto, financiado pelos Estados Unidos da América, arranca em 2024 no país, com o lançamento do concurso para a construção da nova ponte sobre o rio Licungo, Zambézia, e uma estrada circular.
Economia

O Gabinete de Desenvolvimento do Compacto II em Moçambique, com financiamento norte-americano de 500 milhões de dólares, prevê lançar em 2024 o concurso para a construção da nova ponte sobre o rio Licungo, Zambézia, e uma estrada circular.

Num anúncio solicitando informação ao mercado para este projecto, publicado por aquele gabinete, é referido que “o gabinete pretende publicar um Anúncio Específico de Concurso, e lançar os documentos de concurso para a obra, durante a primeira parte de 2024”.

De acordo com o anúncio, citado pela Lusa, em causa está a construção da nova ponte e circular na Estrada N1 no atravessamento do rio Licungo, próximo de Mocuba. “A ponte existente no rio Licungo está congestionada, excedeu a sua vida útil, e já não se adequa ao propósito. Por duas vezes já foi danificada por cheias, desde a sua construção nos anos 1940, e não existem alternativas práticas de travessia do rio Licungo para camiões pesados quando a mesma é danificada pelas cheias”, lê-se no documento.

O projecto prevê a construção de uma nova ponte de 1 800 metros de comprimento, cerca de 5 000 metros a jusante da actual travessia, bem com 16 quilómetros de nova estrada de acesso para ligar a ponte à N1.

A terceira componente estrutural, de 100 milhões de dólares (cerca de 90 milhões de euros), visa projectos de Subsistência Costeira e Resiliência Climática (CLCR) para reforçar a produtividade, “através de aumentos sustentáveis na apanha de peixe e marisco e por meio de actividades não extrativas”, mas também recorrendo a “benefícios de ecossistemas sustentáveis, como créditos de carbono e benefícios de protecção costeira”.

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