Moçambique perdeu 43,76 milhões de euros com corrupção no primeiro semestre

Moçambique perdeu mais de 3,2 mil milhões de meticais (43,6 milhões de euros) com corrupção no primeiro semestre, tendo as autoridades recuperado 581 mil meticais (7.841 euros), segundo o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). “Este ano até ao final do primeiro semestre, o prejuízo causado ao Estado foi de 3.234.987.641 meticais [cerca de 43,6 milhões de euros] e, como…
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Entre os crimes, destacam-se corrupção passiva para acto ilícito, com 306 processos, seguido de abuso de cargo ou função com 144, corrupção activa com 103, simulação de competências com 74 e peculato com 68.
Economia

Moçambique perdeu mais de 3,2 mil milhões de meticais (43,6 milhões de euros) com corrupção no primeiro semestre, tendo as autoridades recuperado 581 mil meticais (7.841 euros), segundo o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

“Este ano até ao final do primeiro semestre, o prejuízo causado ao Estado foi de 3.234.987.641 meticais [cerca de 43,6 milhões de euros] e, como resultado das práticas corruptivas no âmbito da nossa investigação, até então apreendemos 581.130 meticais [7.841 euros].

Dizer que a actividade aqui reportada é resultado da intervenção oficiosa do Ministério Público”, disse o porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam.

Os dados foram apresentados em conferência de imprensa, com o responsável a adiantar que só no primeiro semestre deste ano o GCCC tramitou 1.646 processos, contra 1.509 de igual período anterior, um aumento de 137, e do total pelo menos 559 findaram, contra 491 de igual período anterior.

Segundo Romualdo Johnam, do total dos processos concluídos, sobre 368 recaiu acusação e seguem os seus trâmites legais, enquanto outros 191 foram arquivados por insuficiência de elementos para avançarem.

“A actividade aqui reportada é resultado da intervenção do Ministério Público, das denúncias recebidas, da articulação com os diversos órgãos do Estado entre públicos e privados, sendo de destacar a articulação com o Tribunal Administrativo, com o Gabinete de Informação Financeira, com as Inspeções Gerais e setoriais do Estado e outros órgãos de Estado”, disse o porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam.

Entre os crimes, diz a Lusa, destacam-se corrupção passiva para acto ilícito, com 306 processos, seguido de abuso de cargo ou função com 144, corrupção activa com 103, simulação de competências com 74, peculato com 68 e o branqueamento de capitais com sete processos, conforme adiantou o GCCC.

 

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