Moçambique poupa 60 milhões de dólares com a inauguração da fábrica de cimentos

A aposta no processamento local dos recursos naturais ganhou um novo impulso com a inauguração da ampliação e modernização da Fábrica de Cimentos de Moçambique, em Nacala-Porto, acto em que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou o contributo da unidade para a redução da dependência externa, geração de emprego e afirmação da soberania…
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Presidente da República explica que a produção local de clínquer, uma das principais matérias-primas para o fabrico de cimento, permite fortalecer a cadeia de valor da indústria nacional e reduzir a saída de divisas.
Economia

A aposta no processamento local dos recursos naturais ganhou um novo impulso com a inauguração da ampliação e modernização da Fábrica de Cimentos de Moçambique, em Nacala-Porto, acto em que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou o contributo da unidade para a redução da dependência externa, geração de emprego e afirmação da soberania económica do país.

“E nós, como Governo, apostamos na produção local, pois através dela iremos reduzir a dependência da importação de matérias-primas, poupar divisas e aumentar a capacidade produtiva da indústria nacional”, afirmou, dando a conhecer que, com a paragem da importação do clínquer, a Fábrica de Cimentos de Moçambique poupa cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos, valor que permanece na economia moçambicana.

Durante a cerimónia, inserida no quadro da sua agenda de Governação de Proximidade na província de Nampula, o Chefe do Estado afirmou que o empreendimento representa um avanço no processo de industrialização nacional, ao permitir que matérias-primas existentes no país sejam transformadas localmente em produtos com maior valor acrescentado.

“Esta fábrica importava clínquer, mas hoje já não importa. O clínquer daqui sai de Quissimanjulo, é processado aqui e é o que faz o cimento. Dantes, o clínquer era importado, hoje o clínquer é Made in Mozambique”, declarou o estadista, destacando a mudança no modelo produtivo da unidade industrial.

O Presidente da República explicou que a produção local de clínquer, uma das principais matérias-primas para o fabrico de cimento, permite fortalecer a cadeia de valor da indústria nacional e reduzir a saída de divisas.

Segundo Daniel Chapo, a ampliação e modernização da fábrica vai incrementar a produção em cerca de 1,2 milhões de toneladas de cimento por ano, reforçando a capacidade de abastecimento do mercado nacional e contribuindo para reduzir a importação de matérias-primas utilizadas na produção deste material de construção.

O estadista moçambicano destacou o facto de a Cimentos de Moçambique possuir unidades industriais nas três regiões do país, nomeadamente no Sul (Matola, província de Maputo), Centro (Dondo, província de Sofala) e Norte (Nacala, província de Nampula). Sublinhou que, com a entrada do Grupo Huaxin Cement, um dos maiores produtores de cimento da China, a empresa iniciou um processo de modernização e expansão das suas operações.

O investimento realizado na unidade de Nacala está avaliado em cerca de 110 milhões de dólares, enquanto as intervenções de modernização das fábricas do Dondo e da Matola representam um investimento adicional de aproximadamente 70 milhões de dólares.

Para o Presidente da República, estes investimentos demonstram a confiança dos investidores no potencial económico de Moçambique e reforçam a cooperação estratégica com a China. Daniel Chapo destacou igualmente as soluções tecnológicas introduzidas na fábrica, com enfoque na eficiência energética e na sustentabilidade industrial.

“A central de geração de energia eléctrica permite à fábrica aumentar a eficiência do processo produtivo e reduzir a dependência da rede eléctrica nacional. Esta central eléctrica usa o carvão Made in Mozambique, proveniente de Moatize”, disse, defendendo uma industrialização moderna baseada no aproveitamento dos recursos nacionais.

Além disso, salientou o impacto social e económico do projecto, com a criação de cerca de 700 empregos, dos quais 300 postos de trabalho directos e aproximadamente 400 indirectos. Segundo explicou, a expansão da unidade está também associada à capacitação progressiva da mão-de-obra nacional, com jovens moçambicanos a assumirem funções técnicas e operacionais anteriormente desempenhadas por trabalhadores estrangeiros.

O Presidente da República concluiu defendendo que a transformação local dos recursos naturais fortalece a economia nacional, gera riqueza, cria maior valor acrescentado e contribui para a captação de divisas através da exportação de produtos industrializados.

“Esta é a nossa visão e é isto que queremos continuar a fazer”, afirmou, antes de declarar oficialmente inaugurada a Ampliação e Modernização da Fábrica de Cimentos de Moçambique, em Nacala.

 

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