A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, AP-CPLP, encerrou, há dias, em Luanda, a sua XV Sessão Intercalar, reafirmando o compromisso dos parlamentos dos Estados-membros com a consolidação da democracia, o fortalecimento das instituições e a promoção da integridade pública como bases para o desenvolvimento sustentável da Comunidade.
A sessão, realizada sob o lema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP”, foi presidida por Margarida Adamugi Talapa, presidente, em exercício, da AP-CPLP e da Assembleia da República de Moçambique.
No seu discurso de encerramento, a parlamentar sublinhou que os países da CPLP, apesar das diferenças geográficas e históricas, partilham os mesmos valores e enfrentam desafios semelhantes.
Um dos pontos altos do discurso foi o apelo à aceleração da implementação do Acordo de Mobilidade da CPLP. Segundo Margarida Talapa, o instrumento é essencial para aproximar os povos, facilitar a circulação de cidadãos e promover a troca de saberes, culturas e oportunidades.

A deputada moçambicana também realçou o papel estratégico das mulheres e dos jovens.
Ao longo de três dias de trabalhos intensos, os parlamentares analisaram propostas, aprovaram resoluções e estabeleceram recomendações que, segundo a presidente, constituem um marco importante para o fortalecimento da AP-CPLP e para o aprofundamento da cooperação entre os parlamentos da CPLP.
Talapa classificou a diplomacia parlamentar como “um instrumento indispensável para a construção de pontes entre os povos” e agradeceu a dedicação dos deputados, técnicos e equipas de apoio que tornaram possível a realização da sessão de Luanda.
Ao concluir, a presidente da AP-CPLP deixou uma mensagem de esperança.
“Apesar dos continentes e dos diferentes percursos, caminhamos sob a luz de uma esperança comum. Que as decisões aqui tomadas sirvam os povos que representamos e reforcem os laços que nos unem na língua, na cultura e nos valores”, expressou a parlamentar, certa da firmeza dos compromissos assumidos em conjunto naquela que considerou ser a Pátria de Agostinho Neto, da Rainha Nzinga Mbande e de tantos outros heróis.





