Moçambique prevê uma produção agrária global de cerca de 21 milhões e 300 toneladas na presente campanha agrícola, um crescimento de 26% relativamente à campanha anterior, anunciou o Presidente moçambicano.
“Na presente campanha agrícola, o país prevê uma produção global estimada em cerca de 21 milhões e 300 toneladas, representando um crescimento de 26% em relação à campanha anterior”, disse o chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, durante o lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola 2026, no distrito de Ribáuè, em Nampula, norte de Moçambique.
De acordo com Daniel Chapo, do volume total de produtos agrícolas previsto para a presente campanha, estima-se a comercialização de cerca de 14,615 milhões de toneladas. Deste total, aproximadamente 60% deverão ser escoados durante o período de pico da campanha, enquanto os restantes 40% serão absorvidos gradualmente até ao final do ano.
“Entre os principais produtos destacam-se o milho, a mandioca, o feijão, o arroz, as hortícolas, o gergelim, a castanha de caju e outras culturas de rendimento estratégico. Os maiores neste momento são esses que nós fizemos referência, mas temos outros e existem disponibilidades desses produtos”, explicou Daniel Chapo.
O dirigente moçambicano disse que, apesar do potencial produtivo, o sucesso da agricultura não se mede apenas pelo volume produzido, mas também pela capacidade de garantir que a produção chegue ao mercado em tempo útil, em boas condições, com preços justos e com impacto real na melhoria da renda do povo moçambicano.
“É aqui onde queremos achar e chamar a atenção ao papel da Bolsa de Mercadorias de Moçambique, no sentido de tornar-se de facto uma plataforma fundamental no processo de comercialização agrícola, marcando o preço de referência e aplicando regras justas do mercado, com o objectivo útil de proteger o produtor”, vincou.
De igual modo, Daniel Chapo exigiu ao Instituto de Cereais de Moçambique, na qualidade do comprador do último recurso, a garantia de que nenhum produtor fique com incidente de produção por falta de comprador, não esquecendo a componente de reserva alimentar e do preço justo para o produtor.
“Por outras palavras, nós queremos abrir uma nova página na paisagem de comercialização agrícola em Moçambique. Uma página onde o produtor deixe de ser o elo mais frágil da cadeia e passe a ser reconhecido como o verdadeiro motor da economia nacional”, afirmou.
Chapo prometeu ainda trabalhar na reforma legislativa para permitir que apenas nacionais possam comprar produtos diretamente com os produtores em “localidades, povoações e postos administrativos”, com preços já definidos.
“O estrangeiro não está proibido de vir comprar, mas ele compra na cidade de Nampula, na cidade de Lichinga, apenas em Pemba, portanto, nas capitais provinciais. Ao nível do distrito, posto administrativo, localidade e o contato ao produtor é reservado ao nacional moçambicano”, acrescentou, citado pela Lusa.





