A Mulemba Re – Companhia Angolana de Resseguros, que iniciou oficialmente a sua actividade comercial esta Terça-feira, 01, quer construir uma indústria de seguros e resseguros mais forte, competente e mais africana.
A instituição nasceu com um capital social de 15 mil milhões de kwanzas e uma estrutura accionista que reúne 12 importantes instituições do sector segurador nacional e o Fundo Soberano de Angola.
Falando na cerimónia que marcou o arranque das actividades, Paulo Bracons, presidente da comissão executiva da primeira resseguradora nacional, assumiu o compromisso de colocar a solidez, a integridade, a transparência, a boa governação e a gestão prudente do risco no centro da actuação.
“Queremos que a Mulemba Re seja uma instituição de referência também pela forma como cumpre e respeita o enquadramento regulatório. A regulação e o mercado não são lados opostos. Quando existe confiança entre ambos, quem beneficia é o segurado, é o mercado e é a economiaˮ, frisou.
De acordo com o PCE, a decisão de investir na criação de uma resseguradora angolana demonstra uma visão que ultrapassa o horizonte de um resultado imediato.
“É uma aposta na construção de uma instituição. Aos nossos parceiros, dizemos: queremos caminhar convosco. Queremos ouvir, aprender, partilhar e construir relações que resistam aos ciclos do mercadoˮ, assegurou.

Paulo Bracons sublinhou que se pretende construir uma companhia financeiramente robusta, com uma gestão prudente do capital e do risco, desenvolvendo uma equipa capaz de subscrever e gerir riscos com rigor e padrões internacionais.
“Queremos estar próximos das seguradoras e compreender os seus desafios, porque acreditamos que as melhores soluções são construídas em conjuntoˮ, apontou o presidente da comissão executiva, destacando que a meta é criar, de forma responsável e sustentável, as bases para que a Mulemba Re se torne uma plataforma de capacidade e conhecimento com relevância regional.

Para Paulo Bracons, a autorização que foi concedida em 9 de Julho passado representa um momento histórico, mas também uma responsabilidade acrescida, justificando que a receberam a sabendo que a confiança do regulador é algo que se constrói todos os dias.
“Por isso, o nosso sucesso não pode ser medido apenas pelo crescimento da Mulemba Re. Será também medido pela nossa contribuição para o crescimento das seguradoras, pela qualidade do talento que ajudarmos a formar e pela capacidade que conseguirmos desenvolver no mercado angolanoˮ, argumentou.
O PCE fez saber que a primeira responsabilidade da Mulemba Re é Angola, embora a visão não termina nas fronteiras do país. Segundo Paulo Bracons, África precisa de desenvolver maior capacidade própria para responder aos seus próprios riscos.
“Os grandes projectos de infra-estruturas, a energia, a agricultura, a indústria, a construção, o comércio e os novos riscos associados à transformação digital exigirão cada vez mais soluções sofisticadas de transferência e gestão de riscosˮ, considerou.
O Corredor do Lobito, cintou Paulo Bracons, é só um exemplo. “Acreditamos que Angola pode participar activamente nessa transformação. E acreditamos que a Mulemba Re pode desempenhar um papel nesse caminho. A nossa ambição é construir uma resseguradora angolana com vocação africanaˮ, sustentou.





