O turnaround da Ensa

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        A Ensa apresentou os resultados do primeiro semestre com um aumento de cerca de 152% em relação ao primeiro semestre de 2019, avaliado em 667 milhões de kwanzas (um milhão de dólares). Recorde-se que a ENSA encerrou o ano 2019 com um resultado líquido negativo de 9,9 mil milhões de kwanzas,…
ebenhack/AP
A maior empresa de seguros do país regressou aos lucros, fechando o primeiro semestre do ano em curso com um resultado líquido de 1,68 mil milhões de kwanzas.
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A Ensa apresentou os resultados do primeiro semestre com um aumento de cerca de 152% em relação ao primeiro semestre de 2019, avaliado em 667 milhões de kwanzas (um milhão de dólares).

Recorde-se que a ENSA encerrou o ano 2019 com um resultado líquido negativo de 9,9 mil milhões de kwanzas, próximo de 16 milhões de dólares, devido a insuficiência de provisões técnicas e de prémios em cobrança.

Os esforços empreendidos na reestruturação e nas medidas de saneamento financeiro das contas da empresa foram os principais fatores que impulsionaram o resultado satisfatório da ENSA seguros.

Este resultado reflecte também um crescimento de 33% do volume de prémios para 53 mil milhões de kwanzas, sustentado pelo crescimento dos seguros de saúde, acidentes de trabalho e automóvel, apesar de se ter verificado a emissão de poucas apólices novas, devido a crise económica agravada pela pandemia.

Segundo o chairman da instituição, Carlos Duarte, através de uma nota que chegou à nossa redação,  “os bons resultados do primeiro semestre de 2020 são já o reflexo do Plano Estratégico 2020-2022 e das suas medidas de saneamento financeiro”, e acrescenta que “no segundo semestre manteremos como objectivo a melhoria destes resultados, uma maior capacitação dos nossos colaboradores e a preparação da ENSA para uma privatização bem sucedida”.

No mesmo período, a seguradora registou uma queda da taxa de sinistralidade de dez pontos percentuais, isto é, de 44% em 2019 para 33% em 2020, não obstante verificar um ligeiro aumento de 1% dos custos com sinistros, influenciado principalmente pelo impacto da inflação.

Apesar de manter a maior posição do mercado com uma quota de 35%, os custos técnicos e operacionais aumentaram, em média, quase 20% no semestre devido ao reforço das provisões e por influência da reestruturação em curso, prevendo-se ainda assim que em 2020 fiquem abaixo do ano anterior.

Recorde-se que em 2019, concretamente no mês de Novembro, foi nomeado o novo Conselho de Administração, configuração da estratégia 2020-2022, implementação de medidas de saneamento financeiro, início da preparação do processo de privatização, aprofundamento das relações comerciais (canal de mediação) através da criação de uma Direcção destinada aos parceiros.

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