As reservas em ouro do Banco de Cabo Verde (BCV), valorizaram 2,69% em 2021, para 51,6 milhões de euros, mantendo-se a quantidade inalterada, em cerca de uma tonelada segundo dados oficias.
De acordo com o relatório e contas de 2021 do banco central cabo-verdiano, trata-se de uma valorização face a 31 de Dezembro de 2020, “justificada pela apreciação do dólar dos Estados Unidos da América, conjugada com o efeito da oscilação do preço do ouro”, já que “a quantidade manteve-se inalterada em uma tonelada”, equivalente a 32.000 onças de troy.
O governador do BCV, Óscar Santos, já tinha dito no final de Julho de 2022 que Cabo Verde pretende manter, para já, a mesma quantidade de reservas de ouro.
“Não há nenhuma decisão de mudança da composição cambial ainda. Nós temos o euro, ouro e dólar e ainda não há nenhuma decisão de mudança para um outro tipo de activo”, disse o governador, citado pela Lusa. Óscar Santos realçou a importância de diversificar carteira de investimento externo, por Cabo Verde ser um país pequeno e também por encontrar taxas de juros negativas no mercado internacional.
Quanto a questão se o ouro foi um bom investimento, o governador respondeu que a isntituição que dirige “não é um banco comercial”, que procura necessariamente o retorno dos investimentos, e explicou que a sua função é sobretudo a preservação do capital investido.
O BCV comprou activos em ouro pela primeira vez em Agosto de 2020 (32 mil onças de troy), tendo fechado aquele ano com um peso de 6,68% daquele metal nos activos da instituição.
Entretanto, no primeiro ano (2020), o relatório e contas de então identificou “perdas verificadas com a reavaliação do ouro” no final desse ano, face ao valor do investimento inicial, 2,1 milhões de euros.
De recordar que Cabo Verde se juntou à lista de países de língua portuguesa que, segundo a organização World Gold Council, detêm reservas de ouro, a qual era liderada no final de 2020 por Portugal (14º mundial, 383 toneladas). O Brasil detinha 67,36 toneladas e Moçambique 3,93 toneladas.





