PM são-tomense pede desculpas a população pela crise energética

O primeiro-ministro são-tomense pediu desculpas a população pela crise energética que dura há 10 meses no arquipélago, mas prometeu que a situação será resolvida nas primeiras semanas de Maio. “Eu quero pedir desculpa à população, eu entendo que a situação é crítica, mas os esforços têm sido redobrados para arranjar uma solução mais viável […]…
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O primeiro-ministro são-tomense falava após uma reunião de quase duas horas, convocada pelo Presidente da República Carlos Vila Nova, com participação do ministro das Infra-estruturas.
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O primeiro-ministro são-tomense pediu desculpas a população pela crise energética que dura há 10 meses no arquipélago, mas prometeu que a situação será resolvida nas primeiras semanas de Maio.

“Eu quero pedir desculpa à população, eu entendo que a situação é crítica, mas os esforços têm sido redobrados para arranjar uma solução mais viável […] brevemente nós teremos a situação resolvida. Os técnicos estão todos envolvidos, dedicados no sentido de arranjar uma solução”, disse Américo Ramos.

O primeiro-ministro são-tomense falava após uma reunião de quase duas horas, convocada pelo Presidente da República Carlos Vila Nova, com participação do ministro das Infra-estruturas e a direcção da Empresa de Água e Electricidade (EMAE) para analisar a situação energética no país.

“É uma situação que não é de hoje, não é desse governo, é uma situação que já vem há algum tempo a esta parte, vai se arranjando soluções de curto prazo, mas é preciso fazer uma reforma profunda, é preciso criar condições para que a empresa consiga manter esse parque de geradores e não é manter quando ela entra em situação de avaria, mas sim permanentemente continuar a fazer essas manutenções”, disse Américo Ramos, citado pela Lusa.

“É preciso sermos realistas. Eu sei, eu lamento, a situação é crítica, mas nós temos que arranjar soluções duradouras”, acrescentou Américo Ramos, criticando uma vez mais o acordo assinado pelo Governo anterior com a empresa de investidores turcos, Tesla-STP, que permitiu a estabilização da energia até Agosto do ano passado.

Segundo Américo Ramos, a solução do acordo com Tesla-STP transformou-se “um fardo de dívida para o Estado são-tomense”, na base do contrato de cerca de 530 mil euros mensais, aos quais disse que nem o Estado, nem a EMAE tinham a capacidade de pagar.

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