O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, considerou nesta Terça-feira, em Chimoio, província de Manica, que a obra “Daniel Francisco Chapo: A Vantagem e os Desafios de um Presidente Jovem”, da autoria do Secretário de Estado na província, Lourenço Lindonde, constitui uma reflexão crítica e construtiva sobre o primeiro ano de governação, apresentando propostas para enfrentar os principais desafios do país.
Falando durante o lançamento da obra, o Chefe do Estado destacou que o livro aborda questões centrais para o desenvolvimento nacional, com enfoque na juventude, na mulher, na paz, na segurança e na transformação da sociedade e das instituições.
Daniel Chapo explicou que acompanhou o processo de preparação da publicação desde a sua fase inicial, quando o autor lhe solicitou autorização para escrever a obra, tendo posteriormente apresentado o conteúdo ao Presidente antes da publicação.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado valorizou particularmente a abordagem crítica adoptada por Lourenço Lindonde, defendendo que a diversidade de opiniões e as críticas constituem uma mais-valia quando orientadas para a procura de soluções.
“E acho que é à semelhança do que temos dito, que pensar diferente não é problema. Pelo contrário, é uma vantagem. Também criticar não é problema”, afirmou.
Segundo o Presidente da República, apesar da sua dimensão, a obra apresenta uma reflexão aprofundada sobre as vantagens de uma liderança presidencial jovem, os desafios enfrentados pela actual governação e os possíveis caminhos para a sua superação, podendo constituir uma referência para os dirigentes.
Entre as matérias abordadas, Daniel Chapo destacou a necessidade de transformar a forma de governar e de agir, defendendo uma abordagem orientada para resultados e uma maior participação da juventude e da mulher na construção do futuro do país.
“Temos que fazer de forma diferente para obtermos resultados diferentes, no sentido positivo”, sublinhou.
O livro aborda igualmente desafios relacionados com o terrorismo em Cabo Delgado, a educação, a saúde, incluindo o combate ao roubo de medicamentos, e o Diálogo Nacional Inclusivo. Neste contexto, o Presidente da República reafirmou que a paz, a segurança, o respeito pela lei e o funcionamento das instituições do Estado constituem condições essenciais para o desenvolvimento nacional.
Daniel Chapo destacou ainda a análise feita pelo autor às principais medidas adoptadas durante o primeiro ano de governação, incluindo o combate à corrupção, a transferência do Serviço Nacional de Investigação Criminal para a Procuradoria-Geral da República, a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique e as reformas nos sectores dos recursos minerais e petrolíferos.
Estas medidas, segundo o Presidente da República, enquadram-se na estratégia de construção da independência económica, um objectivo que exige o envolvimento de toda a sociedade.
“Como ele disse muito bem, o Presidente sozinho não vai conseguir alcançar esse objectivo. Por isso apela e chama a todos para que cada um possa fazer a sua parte no trabalho”, afirmou.
O Chefe do Estado valorizou igualmente a atenção dada pelo autor a aspectos do seu quotidiano enquanto Presidente da República, incluindo a preocupação de pedir desculpas quando chega atrasado a um encontro, a necessidade de responder a chamadas e mensagens e a importância da humildade no exercício de funções públicas.
Na perspectiva de Daniel Chapo, estas observações permitem revelar dimensões do comportamento de um dirigente que nem sempre são perceptíveis no exercício das funções presidenciais.
Na parte final da sua intervenção, o Presidente da República apelou à manutenção de uma postura de respeito e humildade nas relações entre as pessoas, independentemente das posições que ocupam, recordando que as funções e as circunstâncias da vida podem mudar e que ninguém conhece antecipadamente o lugar que poderá ocupar no futuro.





