Transição energética em Angola ainda vai demorar

O secretário de Estado para os recursos minerais, Jânio Correa Victor, revelou, nesta segunda-feira, em Luanda, que o processo de transição energética é o “futuro”. Mas, numa primeira fase, o governo angolano não pretende abdicar da energia fóssil. Nesta fase de transição, o secretário de Estado, que falava aos jornalistas no final de uma visita…
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Falta de investimento e manutenção na fase de exploração reduziu a produção local. Mudança de plano obrigou o sector a procurar petróleo em bacias sedimentares que estão a ser estudadas.
Economia

O secretário de Estado para os recursos minerais, Jânio Correa Victor, revelou, nesta segunda-feira, em Luanda, que o processo de transição energética é o “futuro”. Mas, numa primeira fase, o governo angolano não pretende abdicar da energia fóssil.

Nesta fase de transição, o secretário de Estado, que falava aos jornalistas no final de uma visita guiada  aos stands de empresas do sector petrolífero na Feira Internacional de Luanda (FILDA), reforçou que estão a ser implementados projectos sobre energia solar, eólica e hidrogénio verde.

Jânio Correa Victor limitou-se a falar à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA o valor investido até ao momento, mas avançou que Luanda, Cabinda, Namibe, Huíla, Lunda Norte e Sul são as províncias do país que estão incluídas no “processo de transição energética”, actualmente.

No âmbito do ciclo de conferências oficiais FILDA 2022, que dedicou o terceiro dia ao sector petrolífero, analistas, investidores e responsáveis de direcção do ministério dos recursos minerais, petróleo e gás debateram o “conteúdo local no sector petrolífero em Angola”, “oportunidades de negócios no sector petrolífero”, “produtos financeiros para o sector real da economia” e a “inclusão digital como factor de crescimento da economia”.

Pedro Mbinza

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