O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter inalterados, em valores máximos, pelo menos até final de Setembro, os coeficientes de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, apesar dos apelos dos empresários e FMI.
A decisão foi tomada na reunião daquele comité do banco central realizada na Quarta-feira, mantendo-se assim a obrigação dos bancos comerciais colocarem no Banco de Moçambique, como reservas, 39% dos recursos em moeda nacional e 39,5% em moeda estrangeira.
A próxima reunião do CPMO está agendada para 30 de Setembro, segundo informação do banco central, pelo que até estes coeficientes vão permanecer inalterados por pelo menos mais dois meses.
A Fundo Monetário Internacional (FMI), diz a Lusa, defende a redução dos “elevados” rácios de reservas exigido pelo Banco de Moçambique aos bancos comerciais, para impulsionar a economia, aconselhando alternativas para absorver excesso de liquidez e a remuneração dessas reservas.
“A redução dos elevados requisitos de reservas é essencial para aliviar as condições financeiras. Embora o sistema financeiro moçambicano apresente um excedente de liquidez estrutural, os aumentos significativos nas reservas obrigatórias em 2023 [de cerca da 10% para 40%] (…) podem ter sido maiores do que o necessário para absorver o excesso de liquidez”, lê-se no relatório do FMI da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado.
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