Guiné-Bissau entrega gestão do Aeroporto Osvaldo Vieira à concessionária privada

O Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, inicia esta Sexta-feira, 13 de Março, uma nova etapa da sua operação com a transferência da gestão para a concessionária Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projecto de modernização e ampliação da principal infra-estrutura aeroportuária da Guiné-Bissau, avaliado em cerca de 120 milhões de euros.…
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A transferência da gestão marca o início da fase operacional do projecto de modernização avaliado em 120 milhões de euros. Concessão abre caminho para transformar o principal aeroporto do país num hub com capacidade para 1 milhão de passageiros por ano.
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O Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, inicia esta Sexta-feira, 13 de Março, uma nova etapa da sua operação com a transferência da gestão para a concessionária Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projecto de modernização e ampliação da principal infra-estrutura aeroportuária da Guiné-Bissau, avaliado em cerca de 120 milhões de euros.

A cerimónia de transferência da gestão do Estado guineense para a OVIA decorre de forma discreta no aeroporto, com início previsto para as 13 horas, e conta com a presença do primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té. A inauguração oficial das novas infra-estruturas deverá ocorrer numa data posterior.

Durante o acto, o chefe do Governo formalizará a entrega do certificado de início das operações ao vice-presidente da SUMMA Turizm Yatirimciligi A.Ş., Faith Bora, grupo responsável pelo projecto através da concessionária OVIA. A agenda inclui ainda o baptismo da primeira operação na nova aerogare e uma visita guiada às instalações, estando o encerramento da cerimónia previsto para as 14 horas.

O primeiro-ministro será recebido por Marcelino Mendes Pereira, secretário-geral do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital e presidente do Conselho de Administração da Autoridade de Aviação Civil da Guiné-Bissau, bem como pelo piloto-aviador Caramó Camara, em representação do ministro da tutela.

A nova fase operacional será simbolicamente marcada pelo voo inaugural da companhia EuroAtlantic Airways para o aeroporto.

Historicamente, a gestão do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira esteve a cargo da ENAG – Actividade Aeronáutica Nacional da Guiné-Bissau até 2010, tendo sido posteriormente transferida, em 2011, para a ASECNA. Após o regresso da gestão ao Estado guineense, a administração passa agora para a concessionária OVIA.

Segundo dados do projecto, as obras encontram-se executadas em mais de 90%.

Projecto pretende posicionar Bissau no mapa regional da aviação

O projecto de ampliação e modernização do aeroporto resulta de um contrato assinado em Março de 2023 entre o Estado da Guiné-Bissau e a empresa turca SUMMA Turizm Yatirimciligi A.Ş., ao abrigo de um modelo de parceria Build, Operate and Transfer (BOT).

Com um período de concessão de 40 anos, a iniciativa prevê a construção de uma nova aerogare internacional, a reabilitação das pistas e das placas de estacionamento de aeronaves, a construção de um terminal de carga e de um pavilhão presidencial, além da modernização dos sistemas de segurança e controlo.

Segundo dados do projecto, as obras encontram-se executadas em mais de 90% e deverão permitir ao aeroporto atingir uma capacidade operacional de até um milhão de passageiros por ano, alinhando a infra-estrutura com os padrões internacionais definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e pela International Air Transport Association (IATA).

A modernização contempla ainda a instalação de sistemas avançados de segurança, vigilância e inspecção de carga, novas pontes de embarque, áreas comerciais, salas VIP e infra-estruturas logísticas para transporte de mercadorias, elementos considerados estratégicos para reforçar a conectividade aérea e atrair maior fluxo de passageiros e carga para a Guiné-Bissau.

Do ponto de vista económico, o projecto é visto como um passo relevante para melhorar a integração do país nas rotas aéreas regionais e internacionais, criando condições para dinamizar o turismo, o comércio e o investimento estrangeiro.

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