O Governo de Angola assegura que estão reunidas as condições logísticas, institucionais e operacionais para a visita do Papa Leão XIV, destacando um nível elevado de mobilização nacional para acolher o líder da Igreja Católica.
A garantia foi avançada nesta Quarta-feira, 15, em conferência de imprensa pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, que sublinhou o envolvimento coordenado de instituições públicas, entidades religiosas e sociedade civil na preparação da visita, considerada de elevada relevância simbólica e diplomática.
Por orientação do Presidente da República, João Lourenço, foi criada uma comissão interministerial, apoiada por subcomissões técnicas, que trabalha em articulação com a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e a Nunciatura Apostólica em Angola.
Segundo o governante, os preparativos concentram-se na garantia de infra-estruturas e condições operacionais nas três províncias que integram o roteiro da visita – Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul – incluindo espaços para celebrações religiosas, encontros institucionais e logística associada.
Em Luanda, o principal ponto de acolhimento será a centralidade do Kilamba, onde, segundo Caldas, cerca de 90% das infra-estruturas necessárias já se encontram concluídas, incluindo áreas para a celebração da missa, circulação do Sumo Pontífice e cobertura jornalística que se espera mediática.
As autoridades garantem igualmente a disponibilização de serviços essenciais, como saúde, telecomunicações e apoio à imprensa, modelo que será replicado nas restantes localidades, incluindo Saurimo.
Igreja garante que protocolo está salvaguardado

Do lado da Igreja, o cónego Apolónio Graciano assegurou que os aspectos protocolares e de segurança estão salvaguardados, com um posto de comando operacional já em funcionamento para coordenar todos os detalhes da visita.
O responsável destacou ainda o alinhamento entre autoridades eclesiásticas e governamentais, sublinhando o empenho colectivo para garantir uma recepção à altura da dimensão do evento.
“Desde o chefe de Estado até o mais pequeno, todos empenhados no sentido de fazer que esta visita seja, mais uma vez, aquela que pode orgulhar o nosso país. O protocolo está sendo feito desde a primeira hora que foi anunciada a vinda do Papa. Já recebemos várias delegações do Vaticano e os nossos bispos desde o início que prontificaram-se a trabalhar junto com as autoridades governamentais”, explicou o prelado.
Apolónio Graciano apelou, por outro lado, ao cumprimento rigoroso das normas de segurança por parte dos cidadãos, desaconselhando a presença de bebidas alcoólicas, objectos perigosos ou equipamentos sonoros de grande dimensão durante as cerimónias.





