Programa de combate aos efeitos da seca no Sul de Angola vai custar mil milhões de dólares

A Odebrecht Angola pretende reforçar abastecimento de água a mais de 370 mil pessoas na província da Huíla, sul do país, uma das regiões mais afectadas pelos efeitos cíclicos da seca construindo barragem e sistema de água. O projecto, de acordo com comunicado enviado à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, pertence o plano de combate à seca…
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A Odebrecht vai participar na execução de duas infra-estruturas integradas no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), incluindo a construção da Barragem de N’Ompombo, no rio Caculuvar, e do sistema de abastecimento de água ao município dos Gambos, incluindo as comunidades de Chiange e Chibemba, da província.
Economia

A Odebrecht Angola pretende reforçar abastecimento de água a mais de 370 mil pessoas na província da Huíla, sul do país, uma das regiões mais afectadas pelos efeitos cíclicos da seca construindo barragem e sistema de água.

O projecto, de acordo com comunicado enviado à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, pertence o plano de combate à seca naquela circunscrição. A Odebrecht vai participar na execução de duas infra-estruturas integradas no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), incluindo a construção da Barragem de N’Ompombo, no rio Caculuvar, e do sistema de abastecimento de água ao município dos Gambos, incluindo as comunidades de Chiange e Chibemba, da província.

“As obras fazem parte de um programa nacional estruturado em 12 lotes e concebido para reforçar a segurança hídrica nas províncias do sul do país, uma das regiões mais afectadas pelos efeitos cíclicos da seca. O projecto inclui barragens, sistemas de captação e distribuição de água, canais adutores, estações elevatórias, furos, reservatórios e outras infra-estruturas críticas, com execução prevista até 2030”, lê-se no documento.

A Odebrecht será responsável pela execução dos Lotes H7 e H11, oficialmente consignados no passado dia 30 de Abril, sendo que o programa global representa um investimento estimado em mais de mil milhões de dólares e foi concebido para servir cerca de 1,5 milhões de pessoas.

Por outro lado, aponta, a instituição actualmente, os sistemas existentes garantem apenas cerca de 45.300 metros cúbicos de água por dia, cobrindo parcialmente as necessidades da população. Com a implementação do PCESSA, prevê-se uma melhoria significativa deste quadro, com impacto directo em mais de 370 mil pessoas, além de assegurar o abeberamento de aproximadamente 725 mil cabeças de gado e a irrigação de até 10 mil hectares de terras agrícolas.

A Odebrecht sublinha que “os trabalhos serão executados com forte incorporação de mão-de-obra angolana e capacidade técnica local”.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, citado na nota disse que este não é apenas o lançamento de uma empreitada pública, mas o início de uma nova fase de esperança, segurança hídrica e oportunidades económicas para o sul de Angola.

No entanto, o governante sublinhou que o programa representa uma resposta estruturante a um dos maiores desafios históricos da região (a seca cíclica) e aos seus impactos sociais, económicos e ambientais.

Por sua vez, o governador da província da Huíla, Nuno Bernabé Mahapi Dala, destacou que a província, em particular o município do Lubango, reflecte de forma clara os desafios relacionados com o acesso sustentável à água potável, devido à sua centralidade demográfica e relevância estratégica.

Segundo Dala, esste projecto constitui um sinal inequívoco do compromisso colectivo na implementação de soluções estruturantes para um dos mais prementes desafios da região.

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