Empresários moçambicanos pretendem discutir projectos avaliados em mais de 1.600 milhões de euros durante a 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre em Julho, em Maputo.
Considerado o maior fórum de diálogo entre o sector privado e o Governo em Moçambique, o CASP assume-se como uma plataforma estratégica para promover coordenação institucional, identificar constrangimentos ao ambiente de negócios e acelerar iniciativas orientadas para o crescimento económico.
Sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”, o encontro acontece numa conjuntura particularmente desafiante para o tecido empresarial moçambicano, marcada por pressões inflacionistas, limitações no acesso ao financiamento, custos logísticos elevados e vulnerabilidades estruturais que continuam a afectar a competitividade da economia.
Além de promover o diálogo entre decisores públicos e empresários, o fórum deverá concentrar-se na identificação de oportunidades concretas de investimento, sobretudo em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, incluindo infra-estruturas, logística, indústria transformadora, transportes e cadeias de valor ligadas aos recursos naturais e à agricultura.
Os organizadores perspectivam o evento como uma oportunidade para empresas nacionais e investidores internacionais aprofundarem contactos, estruturarem parcerias e negociarem novos projectos de investimento, num contexto em que Moçambique continua a procurar posicionar-se como um dos principais destinos de capital privado na África Austral.
O encontro contará com a participação de líderes empresariais, investidores, representantes institucionais e organizações nacionais e estrangeiras, criando um ambiente orientado para a dinamização de negócios e para a consolidação de alianças estratégicas.
A agenda do CASP incluirá igualmente salas de negócios, reuniões bilaterais e espaços dedicados à concretização de parcerias empresariais, reforçando a componente prática e comercial do evento.
A expectativa em torno da conferência reflecte também a crescente pressão sobre o sector privado moçambicano para acelerar a diversificação económica e reduzir a dependência de sectores extractivos, através do fortalecimento da produção nacional, da transformação industrial e da melhoria da competitividade das empresas locais nos mercados regionais e internacionais.





