FIXIND quer substituir importações e transformar Angola num produtor de mobiliário

O FIXIND, grupo angolano especializado na produção de mobiliário e equipamentos, quer acelerar a industrialização do sector em Angola e reduzir a dependência das importações, apostando no fabrico local de mobiliário com padrões internacionais de qualidade e preços competitivos. A ambição foi reiterada pelo CEO e fundador da empresa, Assif Hassanaly, durante um encontro com…
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Com ‘empurrão’ do Banco Nacional de Angola (BNA), o grupo FIXIND pretende consolidar-se como uma das maiores referências da indústria de mobiliário no país, segundo o seu CEO e fundador, Assif Hassanaly. Produzir localmente com qualidade e preços competitivos é a meta.
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O FIXIND, grupo angolano especializado na produção de mobiliário e equipamentos, quer acelerar a industrialização do sector em Angola e reduzir a dependência das importações, apostando no fabrico local de mobiliário com padrões internacionais de qualidade e preços competitivos.

A ambição foi reiterada pelo CEO e fundador da empresa, Assif Hassanaly, durante um encontro com jornalistas realizado à margem de um Café com a Imprensa, no qual defendeu a necessidade de fortalecer a produção nacional e criar maior valor acrescentado dentro do país.

“O projecto nasceu de um sonho e nasceu também das oportunidades e desafios de Angola. De nós vermos mobiliário somente importado, de nós vermos que as carpintarias, as fábricas que existem, apenas importam”, afirmou o gestor, acrescentando que a empresa pretende demonstrar que “é possível produzir localmente com qualidade internacional e a custos competitivos”.

A estratégia da empresa enquadra-se na crescente aposta do Executivo angolano na substituição de importações e na diversificação da economia, num contexto em que vários sectores industriais procuram reduzir a dependência externa e aumentar a incorporação de produção local.

Neste âmbito, a FIXIND beneficiou de um financiamento de cinco milhões de dólares ao abrigo do Aviso 10 do Banco Nacional de Angola, instrumento criado para estimular a produção nacional e apoiar iniciativas ligadas à industrialização da economia.

Segundo Assif Hassanaly, a empresa distingue-se por desenvolver colecções próprias concebidas em Angola, com soluções modulares adaptadas às necessidades do mercado nacional e preços mais acessíveis face aos produtos importados.

Durante o encontro, o responsável apresentou a visão estratégica do Grupo FIX Angola – igualmente identificado pela marca industrial FIXIND – destacando a aposta na qualidade dos materiais, no design, no cumprimento de prazos e numa política comercial assente em preços competitivos em moeda nacional.

A empresa pretende igualmente reforçar a criação de emprego qualificado, com enfoque na formação técnica e na inclusão feminina, áreas que o gestor considera fundamentais para o fortalecimento da indústria transformadora no país.

Assif Hassanaly afirmou ainda que a meta passa por transformar a FIXIND numa das principais referências do mobiliário em Angola, através da valorização da madeira nacional e do reforço da capacidade industrial da empresa, que actua nos segmentos residencial, corporativo e de lazer.

Com ambição de se tornar a maior produtora de mobiliário do país, o empresário considera que a empresa está próxima de consolidar essa posição, sublinhando que a FIXIND “é actualmente uma das poucas estruturas industriais do sector em Angola com capacidade para desenvolver colecções e catálogos próprios”.

“Nós só na linha de mobiliário de escritório temos 250 páginas de produtos desenhados, modelados e criados para as pessoas chegarem e escolherem. Neste momento não existe no mercado nacional esse trabalho”, destacou.

Apesar de alguns materiais continuarem a ser importados devido à insuficiente oferta local, Hassanaly assegura que a empresa procura garantir aos clientes uma combinação entre qualidade, preço competitivo e capacidade de resposta.

A FIX actua na distribuição e comércio grossista de consumíveis e equipamentos de escritório, mobiliário corporativo e doméstico, consumíveis informáticos e equipamentos especializados.

Com mais de 18 anos de experiência no mercado angolano, o grupo sustenta parte da sua actividade em acordos de representação de marcas internacionais e numa estrutura logística orientada para responder à procura crescente do mercado nacional.

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