DIP Angola fecha contratos de 75 milhões USD e acelera criação do pólo industrial na Barra do Dande

O Dubai Investments Park Angola (DIP Angola) já assegurou contratos avaliados em 75 milhões de dólares e prepara a instalação das primeiras unidades industriais no empreendimento localizado na Barra do Dande, província do Bengo, numa iniciativa que pretende posicionar-se como uma nova centralidade económica e logística do país. O projecto, desenvolvido numa área de 2.000…
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O primeiro projecto internacional da Dubai Investments fora dos Emirados Árabes Unidos já começou a ganhar tracção em Angola, com contratos assinados, loteamento em curso e expansão energética em preparação.
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O Dubai Investments Park Angola (DIP Angola) já assegurou contratos avaliados em 75 milhões de dólares e prepara a instalação das primeiras unidades industriais no empreendimento localizado na Barra do Dande, província do Bengo, numa iniciativa que pretende posicionar-se como uma nova centralidade económica e logística do país.

O projecto, desenvolvido numa área de 2.000 hectares, já registou a formalização de nove contratos, abrangendo 30 lotes industriais, três residenciais e um comercial, numa fase considerada decisiva para a operacionalização do empreendimento.

A iniciativa tem despertado o interesse de investidores internacionais ligados às indústrias do ferro, aço, vidro, farmacêutica e produtos químicos, sectores vistos como estratégicos para o esforço de diversificação económica de Angola.

Segundo o drector-geral do DIP Angola, Tiago Carneiro, citado numa nota enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o projecto entrou “numa nova fase operacional”, marcada pelo avanço do loteamento industrial, pela preparação das infra-estruturas técnicas e pela assinatura dos primeiros contratos de investimento.

“Já temos nove contratos fechados, que representam 30 lotes industriais, três residenciais e um comercial”, afirmou o responsável, sublinhando que a componente industrial deverá ocupar cerca de 70% do plano inicial do empreendimento.

A aposta do grupo passa pela criação de um ecossistema integrado, com forte enfoque na manufactura, logística e transformação industrial, procurando responder à necessidade de aumento da produção nacional e de reforço da capacidade exportadora do país.

“Estamos a trazer know-how elevado e já com experiência adquirida em indústrias de ferro, aço, vidro, produção de fármacos e produtos químicos”, referiu Tiago Carneiro.

A infra-estrutura energética surge como um dos pilares centrais da primeira fase do projecto. O DIP Angola prevê iniciar operações com uma disponibilidade inicial de sete megawatts de energia, tendo já submetido um pedido de expansão da capacidade para 200 megawatts, numa indicação clara da dimensão industrial que o empreendimento ambiciona atingir nos próximos anos.

Além da componente energética, o projecto contempla igualmente soluções para abastecimento de água, telecomunicações e acessibilidades rodoviárias, consideradas determinantes para garantir competitividade operacional às futuras empresas instaladas.

A localização estratégica do empreendimento constitui outro dos principais factores de atracção para investidores. Situado próximo da Barra do Dande, junto à Estrada Nacional 100 e beneficiando da futura dinâmica portuária da região, o projecto pretende posicionar-se como uma plataforma logística e industrial relevante para Angola e para a região austral do continente africano.

A iniciativa surge num momento em que Angola procura acelerar o processo de industrialização e reduzir a dependência das importações, através da criação de zonas com capacidade para atrair investimento estrangeiro, transferência de tecnologia e desenvolvimento de cadeias produtivas locais.

Para analistas do sector, projectos desta natureza podem desempenhar um papel relevante na criação de emprego qualificado, no fortalecimento da base industrial e no aumento da competitividade da economia nacional, embora os desafios ligados à infra-estrutura, energia e ambiente regulatório continuem a ser determinantes para o sucesso destas iniciativas.

Tiago Carneiro afirmou ainda que o objectivo passa por transformar o DIP Angola numa “nova centralidade económica”, concebida num conceito integrado de cidade, reunindo áreas industriais, comerciais, residenciais e recreativas.

O Dubai Investments Park Angola representa o primeiro grande projecto internacional da Dubai Investments desenvolvido fora dos Emirados Árabes Unidos, o que demostra o interesse crescente de grupos do Médio Oriente pelas oportunidades de investimento em Angola e noutras economias africanas em processo de expansão industrial.

O projecto deverá avançar de forma faseada ao longo dos próximos anos, com prioridade inicial para os segmentos industrial e logístico, embora o grupo confirme já a existência de novas iniciativas em preparação no mercado angolano, reforçando uma estratégia de presença de médio e longo prazo no país.

Fundada em 1995 e cotada em bolsa nos Emirados Árabes Unidos, a Dubai Investments gere activos avaliados em mais de 22,7 mil milhões de dirhams (cerca de 6,1 mil milhões de dólares) e opera em sectores como imobiliário, indústria transformadora, saúde, educação, investimentos e serviços. O grupo conta com mais de 15 mil accionistas e procura expandir a sua presença internacional através de projectos estruturantes e parcerias estratégicas.

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