O Governo da Guiné Equatorial avança com o projecto de reforço da conectividade marítima nacional ao concluir, em parceria com a empresa chinesa China Road, a revisão técnica final da futura embarcação Ro-Pax que pretende adquirir para melhorar o transporte de passageiros e mercadorias entre as principais regiões do país.
Segundo um comunicado oficial a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, a conclusão desta fase resulta do Memorando de Entendimento assinado a 4 de Abril de 2025, na China, na presença do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue.
“Após meses de trabalho colaborativo entre engenheiros da Guiné Equatorial e especialistas chineses, o projecto final desta embarcação, construída inteiramente sob encomenda para a Guiné Equatorial, está concluído”, refere o documento.
A nova embarcação foi concebida para responder às necessidades específicas do arquipélago e da geografia marítima do país. Entre as principais características técnicas destacam-se uma capacidade de carga de 1.500 toneladas, autonomia de 1.200 milhas náuticas, áreas de armazenamento refrigerado, cabines para passageiros, sistemas avançados de climatização e amplos espaços destinados ao transporte de mercadorias.
De acordo com o Governo, o ferry foi igualmente adaptado às características dos portos nacionais para garantir operações de atracação mais seguras e eficientes, um aspecto considerado estratégico para assegurar a regularidade das ligações marítimas.
A embarcação deverá operar nas principais rotas do país, ligando Malabo, Bata, Annobón e Corisco, contribuindo para melhorar a mobilidade de pessoas, bens e serviços entre o território continental e as ilhas.
Durante o processo de validação técnica, a delegação da Guiné Equatorial apresentou mais de uma dezena de observações e recomendações destinadas a optimizar o projecto inicial. Segundo o Executivo, todas as sugestões foram acolhidas pela construtora chinesa.
O processo foi liderado pelo ministro dos Transportes, Telecomunicações e Sistemas de Inteligência Artificial, Honorato Evita Oma, cuja equipa trabalhou no aperfeiçoamento das especificações técnicas da embarcação, com o objectivo de garantir que a mesma responda às necessidades operacionais do país e cumpra padrões internacionais de segurança e eficiência.
O Governo informou ainda que o projecto já foi submetido para apreciação e financiamento no âmbito da conferência orçamental nacional. Caso receba aprovação definitiva, a construção deverá durar cerca de um ano.
Além da componente logística, a embarcação incluirá assentos modernos, sistemas de entretenimento e outras comodidades destinadas a melhorar a experiência dos passageiros. O Executivo refere igualmente que o navio será entregue novo e contará com uma garantia operacional de 30 anos.
A aposta insere-se na estratégia de modernização das infra-estruturas de transporte da Guiné Equatorial, num contexto em que a melhoria das ligações marítimas é vista como um factor essencial para reforçar a integração territorial, facilitar o comércio interno e aumentar a eficiência da circulação de mercadorias entre as diferentes regiões do país.





