Os lucros da Electricidade de Moçambique (EDM) caíram 16% em 2025, para 7.230 milhões de meticais (95,4 milhões de euros), influenciado pela quebra nas exportações de energia, segundo o relatório e contas.
De acordo com o documento, esse resultado líquido compara com os 8.619 milhões de meticais (113,8 milhões de euros) registados em 2024, enquanto as receitas de vendas e prestação de serviços totalizaram 58.726 milhões de meticais (775,3 milhões de euros), uma redução de 1,5% face ao exercício anterior.
“Os resultados de 2025 demonstram a resiliência da EDM perante um ambiente adverso. Apesar da redução dos lucros, conseguimos manter uma forte geração de caixa, avançar com projectos estruturantes para o sector eléctrico e assegurar a continuidade do fornecimento de energia em todo o país”, afirma a administração da empresa pública, citada no relatório e contas.
As vendas de energia continuaram a representar a principal fonte de rendimento, ascendendo a 52.819 milhões de meticais (697,3 milhões de euros) em 2025.
A empresa atribui parte da pressão sobre os resultados à redução de 11,8% das exportações de energia, que totalizaram 13.485 milhões de meticais (178 milhões de euros), influenciadas pelo défice de energia disponível para venda ao exterior, num contexto de seca no país.
O activo total da EDM situou-se em 289.806 milhões de meticais (3,83 mil milhões de euros) em 2025, enquanto o capital próprio recuou para 124.304 milhões de meticais (1,64 mil milhões de euros) e o passivo total aumentou para 165.502 milhões de meticais (2,18 mil milhões de euros).
A carteira de clientes líquidos aumentou para 7.665 milhões de meticais (101,2 milhões de euros), ao mesmo tempo que a imparidade acumulada sobre créditos caiu para 2.786 milhões de meticais (36,8 milhões de euros), contra 4.543 milhões de meticais (60 milhões de euros) em 2024.
A empresa, diz a Lusa, mantinha em 2025 investimentos em curso avaliados em 69.587 milhões de meticais (918,6 milhões de euros), destacando-se os projectos da interligação Moçambique-Maláui e da linha de transporte Chimuara-Nacala, ambos superiores a 12.659 milhões de meticais (167 milhões de euros).





