A China perdoou cerca de 11 milhões de dólares da dívida da Guiné-Bissau, numa decisão que reforça a cooperação estratégica entre os dois países e representa um alívio para as finanças públicas guineenses, aumentando a margem do Governo para financiar políticas de desenvolvimento.
O acordo foi assinado na manhã desta Quinta-feira, 9, em Bissau, pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, e pelo Embaixador da República da China no país, Yang Renhuo.
Nos termos do entendimento, Pequim renuncia ao reembolso de aproximadamente 11 milhões de dólares norte-americanos, o equivalente a cerca de 6,344 mil milhões de francos CFA.
Durante a cerimónia, Ilídio Vieira Té considerou que o acordo constitui mais um marco nas relações de amizade e cooperação entre os dois países, salientando que a parceria tem sido construída, ao longo de várias décadas, sobre princípios de confiança mútua, respeito recíproco e solidariedade.
O chefe do Governo guineense afirmou que o perdão da dívida terá um impacto directo na sustentabilidade das finanças públicas, ao criar maior capacidade para mobilizar recursos destinados a sectores considerados prioritários, nomeadamente a saúde, a educação, as infra-estruturas, a agricultura e a juventude.
O governante reiterou igualmente o compromisso do Executivo com uma gestão rigorosa e responsável dos recursos públicos e com o aprofundamento da cooperação estratégica com os parceiros internacionais, tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável do país.
O acordo reforça a posição da China como um dos principais parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, numa relação que tem vindo a abranger áreas como infra-estruturas, saúde, agricultura e assistência técnica.
O perdão da dívida surge como mais um instrumento de apoio à estabilidade macroeconómica do país, numa altura em que a consolidação das contas públicas continua a ser um dos principais desafios das economias africanas mais vulneráveis.





