A taxa de bancarização em Angola situa-se actualmente em 32% da população, o equivalente a 5,7 milhões de cidadãos integrados no sistema bancário, admitiu nesta Quinta-feira, em Luanda, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
De acordo com o governante, que falava na abertura da 15ª Reunião dos Líderes da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana (AfPI), a meta estabelecida consiste em elevar este indicador para 36% até 2027, permitindo que aproximadamente oito milhões de cidadãos disponham de uma conta bancária.
José de Lima Massano avançou ainda que a taxa de inclusão financeira em Angola, no primeiro trimestre deste ano, atingiu 51,7%, aproximando-se da meta de 65% definida para 2027.
Durante a intervenção, o ministro angolano, disse que os pagamentos móveis e digitais crescem de modo acentuado, registando-se, no final do primeiro semestre de 2026, um aumento de cerca de 56% comparativamente ao período homólogo, ou seja, foram processados por esses canais cerca de 1,4 mil milhões de transacções, essencialmente operações de transferências e pagamentos.
“Entretanto, com a implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, pretendemos também apoiar a criação de condições para que as empresas prestadoras de serviços de pagamento móveis e digitais possam interessar-se e evoluir para a concessão de créditoˮ, assegurou.
Esta possibilidade, segundo sublinhou, ganha força com as conquistas que temos vimos a registar na melhoria do ambiente de negócios e na estabilidade macroeconómica.
Os dados mais recentes sobre a inflação no nosso país, por exemplo, ressaltou, revelam que o país atingiu, em Junho deste ano, o nível mais baixo de variação de preços desde 2015.
“Com inflação mais baixa, temos melhores condições para proteger os rendimentos, as poupanças e o investimento, mas também para potenciar o acesso ao crédito que poderá ocorrer a custos mais acessíveis, criando novas oportunidades de desenvolvimento de soluções inovadoras e abrangentes no sistema financeiro e, consequentemente, à aceleração da inclusão financeira e à partilha dos ganhos associados à estabilidade e ao crescimento económicoˮ, salientou.





