Empresa vietnamita quer investir nos sectores do transporte e agronegócio na Guiné Equatorial

A New Atlantic International Trading Company (Vietnã) apresentou este Sábado, 01, diversos projectos de investimento nas áreas da agricultura, pesca e transportes, com o objectivo de diversificar a economia da Guiné Equatorial. Segundo um comunicado do Governo equato-guineense, esta iniciativa visa criar mais de 3.000 empregos, utilizar as terras férteis do país para a produção…
ebenhack/AP
A iniciativa apresentada pela New Atlantic International Trading Company visa criar mais de 3.000 empregos, utilizar as terras férteis do país para a produção de mandioca em larga escala e melhorar o comércio com os países vizinhos através de navios e caminhões.
Economia

A New Atlantic International Trading Company (Vietnã) apresentou este Sábado, 01, diversos projectos de investimento nas áreas da agricultura, pesca e transportes, com o objectivo de diversificar a economia da Guiné Equatorial.

Segundo um comunicado do Governo equato-guineense, esta iniciativa visa criar mais de 3.000 empregos, utilizar as terras férteis do país para a produção de mandioca em larga escala e melhorar o comércio com os países vizinhos através de navios e caminhões.

Os projectos, refere o documento, focam-se nos sectores do transporte marítimo e terrestre, agronegócio e aquicultura. “Estima-se que cada projecto possa gerar mais de 1.000 empregos, além de facilitar a transferência de tecnologia e a criação de novas actividades produtivas”, ressalta.

No entanto, salienta a nota, este encontro dá continuidade às trocas realizadas entre a Guiné Equatorial e o Vietname desde 2024 e inaugura uma nova etapa com o objectivo de transformar propostas em investimentos concretos que contribuam para a diversificação económica do país.

O ministro de Estado dos Transportes, Telecomunicações e Aviação Civil, Honorato Evita Oma, delineou as principais necessidades do sector. Entretanto, no que diz respeito ao transporte marítimo enfatizou a necessidade de estabelecer serviços regulares de passageiros e mercadorias em rotas domésticas que liguem Malabo, Bata, Annobón e Corisco, bem como ligações internacionais com o Gabão, Camarões, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Lomé (Benin) e outros destinos da região.

Portanto, argumenta, as embarcações poderão ser construídas nos estaleiros da ASABA, uma instalação de classe mundial equipada para construção, reparação e manutenção naval. Estudos técnicos sobre as características dos navios necessários para as rotas domésticas, adaptados aos portos de Malabo, Bata, Annobón e Corisco, já foram concluídos. Para as ligações internacionais, serão necessários estudos específicos sobre as características e capacidades dos portos.

Para o sector de transporte terrestre, a Guiné Equatorial já possui acordos de trânsito de mercadorias com a República Centro-Africana e a República do Chade. Nesse contexto, foi apresentada uma proposta formal para o transporte de entre 10.000 e 15.000 contêineres para o Chade.

“Também foi proposta a criação de uma joint venture para transporte e logística, com uma frota inicial de pelo menos 200 caminhões”, lê-se no documento, acrescentando que os benefícios esperados incluem o aumento da actividade nos portos nacionais, o desenvolvimento de corredores logísticos para a África Central e a criação de novas oportunidades de investimento e emprego.

Já o sector agroindustrial, foi proposto o cultivo e o processamento industrial da mandioca, por outro lado, o ministério da Agricultura avaliará a viabilidade do projecto e a disponibilidade de terras.

Contudo, a empresa vietnamita possui experiência nessa área, tendo desenvolvido um modelo de produção e processamento de mandioca em Angola nos últimos dois anos, que pretende replicar na Guiné Equatorial com investimento próprio. O desenvolvimento de actividades de aquicultura e a produção sustentável de peixes e mariscos em mar aberto também foram considerados.

O ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros, Simeón Oyono Esono Angue reiterou a disponibilidade do Governo em apoiar estes investimentos e facilitar os procedimentos necessários.

Entretanto, realça o documento, serão designados pontos de contacto entre a empresa e os ministérios competentes para coordenar o trabalho.

“A Nuevo Atlántico submeterá em breve a documentação técnica dos projectos. De acordo com as previsões iniciais, as fases de arranque poderão começar em cerca de seis meses”, finaliza o documento.

 

Mais Artigos