“Cabo Verde não pode continuar a crescer com base em baixos saláriosˮ – PR

O Presidente, José Maria Neves, defendeu que Cabo Verde não pode continuar a crescer com base em baixos salários e apelou à aceleração das reformas estruturais para criar mais oportunidades para os jovens, travando a perda de confiança e a emigração. "Temos de acelerar o passo na implementação de reformas estruturais. Cabo Verde deverá crescer com…
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José Maria Neves identificou a mobilidade e o envelhecimento da população como dois dos principais desafios do país, alertando para os impactos da saída dos jovens no mercado de trabalho.
Economia

O Presidente, José Maria Neves, defendeu que Cabo Verde não pode continuar a crescer com base em baixos salários e apelou à aceleração das reformas estruturais para criar mais oportunidades para os jovens, travando a perda de confiança e a emigração.

“Temos de acelerar o passo na implementação de reformas estruturais. Cabo Verde deverá crescer com base na inovação, na produtividade e na competitividade da sua economia e não assente em baixos salários. [É preciso] criar condições para que os cabo-verdianos tenham oportunidades, esperança e confiança num futuro melhor”, afirmou José Maria Neves.

O chefe de Estado falava na Quarta-feira, durante uma sessão solene do dia do Município dos Mosteiros, na ilha do Fogo, que coincidiu com o Dia Internacional da Juventude.

Na intervenção, José Maria Neves destacou o papel da juventude no desenvolvimento do país, sublinhando o contributo dos jovens nas áreas da educação, do empreendedorismo, do desporto, da cultura e da inovação.

O Presidente da República recordou que muitos cabo-verdianos deixaram o arquipélago ao longo dos anos devido à falta de oportunidades e defendeu que o fenómeno exige uma análise cuidadosa.

José Maria Neves identificou a mobilidade e o envelhecimento da população como dois dos principais desafios do país, alertando para os impactos da saída dos jovens no mercado de trabalho, na economia, no ensino superior e na dinâmica social das ilhas.

Apesar disso, defendeu que a emigração não deve ser encarada apenas como um problema, lembrando que Cabo Verde é um Estado transnacional, com investigadores, médicos, professores universitários e empresários espalhados pelo mundo, que podem contribuir para o desenvolvimento do país.

O chefe de Estado, diz a Lusa, defendeu ainda o reforço da confiança entre os principais atores políticos, o aprofundamento do diálogo e a construção de consensos em torno dos grandes desafios nacionais.

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