Mercado de Capitais: ÁUREA lidera intermediação em Angola na perspectiva de venda no 2° trimestre

A ÁUREA – Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários assumiu a liderança da intermediação da quota de mercado na perspectiva de venda, no 2° trimestre deste ano, concentrando 26,58% das operações, seguida pelo Banco Nacional de Angola (BNA), com um total de 20,90%, e a Hemera Capital Partners Securities com 10,05%. Os dados foram avançados esta…
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A Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários assumiu a liderança, concentrando 26,58% das operações, seguida pelo Banco Nacional de Angola, com um total de 20,90%, diz Comissão do Mercado de Capitais.
Economia Negócios

A ÁUREA – Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários assumiu a liderança da intermediação da quota de mercado na perspectiva de venda, no 2° trimestre deste ano, concentrando 26,58% das operações, seguida pelo Banco Nacional de Angola (BNA), com um total de 20,90%, e a Hemera Capital Partners Securities com 10,05%.

Os dados foram avançados esta Terça-feira, Luanda, pela técnica sénior de departamento de planeamento e estatística da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Albertina Santana.

ÁUREA é a primeira sociedade distribuidora de valores mobiliários a operar em Angola, constituída ao abrigo do Decreto Legislativo Presidencial n.º 5/13, de 09 de Outubro, que aprova o Regime Jurídico das Sociedades Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários.

A responsável, que falava na apresentação dos fundamentos e desempenho do mercado de capitais no 2° trimestre deste ano, recordou que, comparativamente ao período homólogo, o BNA liderava com 45,77% da quota de mercado.

Verificou-se uma alteração na estrutura da intermediação, com a ÁUREA a assumir a primeira posição em 2026. Por sua vez, o Banco Nacional de Angola reduziu a sua participação em 24,87 pontos percentuais, passando de 45,77% para 20,90%.

De acordo ainda com Albertina Santana, os particulares continuam a destacar-se com a tipologia de investidor com maior participação nas transacções realizadas, representando 84,85% do total, enquanto as empresas ou instituições participaram com 15,15%.

Técnica sénior de departamento de planeamento e estatística avançou que, no 2° trimestre deste ano, o volume de negociação situou-se em 1 764,71 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 66,65% face ao 2° trimestre de 2025.

“Por outro lado, o número de negócios situou-se em 13 406, representando um aumento de 96,71% face ao período homólogoˮ, informou Albertina Santana, referindo que a capitalização bolsista situou-se na ordem dos 4 091,37 mil milhões de kwanzas, correspondendo a um aumento de 92,70%, face ao período homologo.

“Este comportamento deve-se à valorização geral acções no período observadoˮ, justificou a responsável, dando a conhecer que os Fundos de Investimento Imobiliário (FIL) mantiveram-se como a tipologia mais representativa no activo total da indústria dos Organismos de Investimento Colectivo (OIC) de 55,79%, ainda que se tenha registado uma redução assinalável face aos 78,47% observados no período de homologo (22,68 p.p).

Adicionalmente, conforme o documento apresentado aos jornalistas, esta perda de representatividade foi acompanhada pelo reforço das restantes tipologias, com destaque para os Fundos de investimento Mobiliário evoluiu de 9, 18% para 30,07% (20,89 p.p), e para os Fundos de Investimento em Capital de Risco (FCR), que passaram de 0,72% para 6,58% (5,86 p.p).

Neste contexto, a trajectória descendente do peso dos activos imobiliários, apesar da sua liderança, evidencia uma consolidação da Indústria dos OIC, hoje menos dependente de uma única tipologia e com uma repartição mais equilibrada do activo entre os segmentos mobiliário e de capital de risco.

No final do 2° trimestre de 2026, o total de activos da carteira de investimentos da indústria atingiu 1 845.26 mil milhões de kwanzas, representando um crescimento de 87,32% face ao período homólogo.

Em termos de composição, os activos mantiveram- se concentrados nas principais classes de investimento, cujos respectivos pesos continuaram a determinar a estrutura da carteira

Durante este período, os activos imobiliários foram os activos mais representa activos, com um peso de 54,70% da carteira de investimento da indústria de OIC.

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