“África continua a enfrentar conflitos prolongados e fragilidades económicas e sociaisˮ, afirma Téte António

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, afirmou, este Sábado, 29, em Luanda, que África continua a enfrentar desafios de grande dimensão, entre os quais se destacam os conflitos prolongados, as instabilidades institucionais, as ameaças transnacionais e as fragilidades económicas e sociais. O governante, que discursava na 26ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo…
ebenhack/AP
Na abertura da 26ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, o ministro das Relações Exteriores de Angola sublinhou que estas realidades exigem uma resposta concertada e credível.
Economia Líderes

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, afirmou, este Sábado, 29, em Luanda, que África continua a enfrentar desafios de grande dimensão, entre os quais se destacam os conflitos prolongados, as instabilidades institucionais, as ameaças transnacionais e as fragilidades económicas e sociais.

O governante, que discursava na 26ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, preparatória à 21ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, dedicada ao tema “Reforço dos mecanismos de prevenção e resolução dos conflitos em África”, sublinhou que estas realidades exigem uma resposta concertada e credível.

“O nosso papel é inequívoco, nomeadamente, na construção dos alicerces sólidos que permitam aos nossos Chefes de Estado e de Governo definir rumos com base em reformas sustentadas e eficazesˮ, assegurou.

Em termos práticos, de acordo com Téte António, isto significa, entre outros, reforçar os mecanismos de prevenção, tornando-os mais proactivos e capazes de antecipar crises antes que estas se agravem, consolidar uma cultura de mediação credível e privilegiar uma solidariedade efectiva entre os Estados-membros, traduzida em apoio político, técnico e financeiro, para que nenhuma nação enfrente isoladamente os desafios da instabilidade.

“Só assim poderemos garantir que as nossas decisões colectivas se transformem em resultados palpáveis e contribuam para uma paz sustentável em Áfricaˮ, advertiu.

A República de Angola, com base na sua experiência de reconstrução e de reconciliação, segundo garantiu, está convicta de que a cooperação regional e continental continua a ser o caminho mais seguro para alcançar uma paz duradoura no continente.

“É precisamente neste contexto, que João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África, tem sempre colocado as questões da paz e da segurança no centro da sua acção, considerando-as indispensáveis para o desenvolvimento e a integração do continenteˮ, destacou.

O governante referiu que à luz da responsabilidade que foi confiada, importa que os trabalhos desta reunião ministerial se traduzam em propostas consistentes e operacionais.

“O objectivo não é apenas produzir recomendações formais, mas assegurar que cada iniciativa tenha aplicabilidade concreta e resultados verificáveis. Devemos, por isso, privilegiar soluções que possam ser implementadas de forma imediata, acompanhadas de mecanismos de monitorização e de avaliação, para garantir que o impacto seja real e duradouroˮ, apontou o ministro angolano.

Desta forma, conforme Téte António “a Cimeira de Luanda não será apenas palco de declarações políticas, mas sim um espaço de construção de respostas práticas que reforcem a credibilidade da nossa acção colectiva e consolidem a confiança dos cidadãos africanos nas instituições continentaisˮ.

Mais Artigos