O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, defendeu este Sábado, 29, em Luanda, que o financiamento da agenda de paz no continente e o objectivo de silenciar as armas até 2030 já não podem depender primordialmente de recursos externos.
Mahmoud Ali Youssouf discursava na 26ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana sobre o Fortalecimento dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos na África.
O presidente apelou a um Fundo de Paz da União Africana reforçado e a um apoio renovado à Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que “a vontade política continua sendo a pedra angular de nossos esforços coletivos”.
O caminho a seguir, segundo indicou, deve ser guiado pela prevenção, coordenação, financiamento sustentável, responsabilização e monitoramento e avaliação eficazes.
“Maior vigilância, solidariedade e preparação são essenciais enquanto a África enfrenta um ambiente geopolítico cada vez mais turbulentoˮ, ressaltou o presidente da Comissão da União Africana.
Mahmoud Ali Youssouf fez saber que o terrorismo e o extremismo violento estão em ascensão, explicando que em diversas regiões, as crises internas se destacam devido à sua complexidade.
“Por vezes, com elevado risco de expansão para países vizinhos. As tensões entre os estados estão aumentando. De facto, esse desenvolvimento levanta uma questão fundamental para nós.Será que conseguimos enfrentar esses desafios com as estratégias, mecanismos e recursos disponíveis? Será que a arquitetura africana de paz e segurança é adequada a estas circunstâncias?ˮ, questionou.
Na visão de Mahmoud Ali Youssouf, se a resposta for não, então a União Africana precisa avançar rapidamente com as reformas.





