Jornalistas e técnicos da comunicação social são-tomense iniciaram esta Quarta-feira uma greve que dizem por tempo indeterminado reivindicando subsídios salariais e condições de trabalho, sob pena de não cobrirem a tomada de posse do Presidente da República, na Quinta-feira.
Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas São-tomenses (SJS), Jorge Do Ó, a greve surge devido mais um incumprimento de memorandos assinados anteriormente com o Governo relativamente aos mesmos problemas que levaram a paralisações anteriores.
Jorge Do Ó disse que estão em causa irregularidades no pagamento de um subsídio proveniente da cobrança da Taxa Audiovisual pela Empresa de Água e Electricidade (Emae) e melhorias das condições laborais, incluindo a conclusão da obra das instalações da Televisão São-tomense (TVS), assim como a melhoria das instalações de trabalho para os profissionais da Agência de Notícias STP-Press, que passaram a trabalhar como um departamento junto à Rádio Nacional.
“O grande problema é que já assinámos tantos compromissos e tantos memorandos e não temos tido resultados e isso leva a que as pessoas não acreditem nos memorandos e nos acordos que são assinados”, disse o líder sindical em declarações à imprensa após uma reunião com os trabalhadores.
Face à declaração de greve, a Rádio Nacional suspendeu a emissão e os jornalistas não têm feito coberturas jornalísticas, mas o sindicato disse que a emissão da TVS continua no ar e tem sido assegurada pela chefia da estação, uma vez que os profissionais estão em greve.
Para suspender a paralisação os grevistas exigem o pagamento imediato dos subsídios em atraso relativos à taxa áudio visual.
Se a greve continuar por tempo indeterminado deverá condicionar a cobertura jornalística da tomada de posse do presidente da República, Carlos Vila Nova, prevista para Quinta-feira, assim como o ato central do Dia das Forças Armadas, em 6 de Setembro e a campanha eleitoral para as legislativas, autárquicas e regional, que se iniciará no dia 12 de setembro.
“Tudo terá uma resolução o mais rápido possível porque nem o sindicato, nem os trabalhadores, e nem o Governo está interessado que isso se prolongue por muito tempo. São questões simples de se resolver”, disse Jorge Do Ó, citado pela Lusa.





