Moçambique registou um crescimento de 26,1% no número de grandes empresas activas em 2025, para 1.255 unidades, que empregavam 247.789 trabalhadores, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O avanço empresarial foi acompanhado por um aumento de 8,9% no emprego, mas continua marcado por uma forte concentração da actividade económica na cidade e província de Maputo.
Os dados constam do relatório “Estatísticas de Empresas e Instituições Sem Fins Lucrativos 2025”, segundo o qual o número de grandes empresas activas passou de cerca de 995, em 2024, para 1.255 no ano seguinte.
A expansão do universo empresarial reflectiu-se também no mercado de trabalho. As grandes empresas empregavam 247.789 pessoas em 2025, contra 227.498 no ano anterior, o que representa mais 20.291 trabalhadores e uma subida de 8,9%.
A cidade de Maputo manteve-se como principal centro de concentração das grandes empresas, com 687 unidades, equivalentes a 54,7% do total nacional. A província de Maputo surgia em segundo lugar, com 195 empresas, correspondentes a 15,5%.
A concentração empresarial é igualmente visível no emprego. As grandes empresas instaladas na cidade de Maputo empregavam 136.759 trabalhadores, ou 55,2% do total nacional, enquanto a província de Maputo representava 13,4%, com 33.250 trabalhadores. Sofala ocupava a terceira posição, com 30.266 trabalhadores, equivalentes a 12,2%.
Os números mostram, por um lado, a expansão da base das grandes empresas no país, mas, por outro, revelam a persistência de uma elevada concentração da actividade empresarial e do emprego no eixo de Maputo. A distribuição territorial continua, assim, a ser um dos desafios para uma expansão mais equilibrada do tecido produtivo moçambicano.
Fora dos principais centros económicos, algumas províncias registaram, contudo, ritmos de crescimento significativamente superiores à média nacional. Manica liderou a expansão do número de grandes empresas, com um aumento de 209,5%, de 21 para 65 unidades, seguida de Cabo Delgado, onde o número passou de 11 para 30 empresas, correspondendo a um crescimento de 172,7%.
A dinâmica regional também se reflectiu na criação de emprego. Cabo Delgado registou um aumento de 67,3% no número de trabalhadores das grandes empresas, enquanto Tete apresentou uma expansão de 45,7%.
Em sentido contrário, Niassa e Gaza foram as únicas províncias a registar uma redução do emprego nas grandes empresas, com quebras de 13,1% e 7,0%, respectivamente.
No conjunto da economia empresarial, as empresas representavam a maior parcela das entidades activas, com cerca de 93,6 mil unidades, equivalentes a 81,7% do total nacional, seguindo-se os estabelecimentos empresariais, as instituições sem fins lucrativos e os respectivos estabelecimentos.
O desempenho de 2025 sugere, assim, uma expansão relevante do segmento das grandes empresas em Moçambique, tanto em número como em capacidade de absorção de mão-de-obra.





